JP Morgan vê risco de inadimplência maior no Banco do Brasil no 4º tri
O estoque de crédito no país cresceu 8,6% em 12 meses até setembro, abaixo dos 9,3% de agosto.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Crédito total no Brasil: R$ 7,444 trilhões em setembro, +8,6% em 12 meses
Spread bancário total subiu 0,5 p.p. em setembro, para 21,6%
Inadimplência acima de 90 dias ficou em 5% do sistema bancário em setembro
O JP Morgan vê risco de inadimplência acima de 90 dias subir no Banco do Brasil (BBAS3) no quarto trimestre. O gatilho é a piora nos atrasos dos empréstimos ao agronegócio em setembro, apontada pelo banco em relatório citado pelo Seu Dinheiro.
Para quem tem a ação, o alerta recai sobre a carteira de crédito do BB, que já vinha no foco por causa do agronegócio. A preocupação surge quando o crédito brasileiro perde ritmo e os bancos cobram mais para emprestar.
Crédito no país cresce 8,6% em 12 meses
O estoque total de crédito no Brasil chegou a . A expansão anual foi de 8,6%, abaixo dos 9,3% de agosto.
R$ 7,444 trilhões em setembro
O crescimento das pessoas físicas caiu para 6,5%, ante 7,3%. Nas empresas, recuou para 9,9%, ante 10,7%.
Os empréstimos pessoais sem garantia foram exceção. As novas concessões cresceram 14% no terceiro trimestre, ante 2% nas demais operações ao consumidor.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 5% do sistema em setembro. O JP Morgan ressalva que mudanças nas políticas de baixa para prejuízo podem mexer nos indicadores.
Spread bancário sobe para 21,6% em setembro
Os bancos também cobram mais pelo crédito. O spread total de 21,6% veio após alta de 0,5 ponto percentual em setembro. Nas operações com recursos livres, subiu 0,8 ponto, para 35,5%.
Para pessoas físicas, o spread de recursos livres atingiu 48,5%; para empresas, 11,7%.
Itaú é a preferência do JP Morgan; Bradesco fica neutro
Entre os grandes bancos, o JP Morgan mantém o Itaú como preferência, com recomendação de compra. O Bradesco (BBDC4) tem recomendação neutra.
No Nubank (ROXO34), os analistas veem ritmo acelerado dos empréstimos pessoais sem garantia, mas levantam preocupação sobre a qualidade dos ativos.
No Banco do Brasil, o foco permanece na evolução dos atrasos no agronegócio e no risco de que a deterioração dos pagamentos pressione a inadimplência nos próximos trimestres.