Bradesco defende crédito garantido a pequenas empresas e vê carteira crescer 31%
Para o J.P. Morgan, as linhas dos fundos FGI e FGO responderam por 0,14 ponto da alta dos atrasos acima de 90 dias, a 4,6% da carteira.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Linhas FGI/FGO crescem 31% em 12 meses e estão entre as cinco maiores carteiras do Bradesco
J.P. Morgan estima impacto de 0,14 p.p. na inadimplência acima de 90 dias, de 4,3% para 4,6%
CEO estima R$ 400 milhões a R$ 500 milhões a mais de lucro com juro abaixo de 10% e carteira crescendo 20%
O CEO do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha, defendeu nesta sexta-feira (23) manter o crédito a pequenas empresas garantido por fundos públicos em qualquer governo. As linhas dos fundos FGI e FGO estão entre as cinco maiores carteiras do banco e crescem 31% em um ano.
Para analistas, esses empréstimos de natureza público-privada respondem por cerca de metade da alta da inadimplência no terceiro trimestre. O J.P. Morgan calcula que as linhas do avanço dos atrasos acima de 90 dias, de 4,3% para 4,6% da carteira. A eleição de domingo (25) passou a pesar na avaliação das ações do banco.
responderam por 0,14 ponto
Candidatos divergem sobre o crédito garantido
A cartilha de Flávio Bolsonaro (PL) propõe limitar "o crédito subsidiado com recursos do Tesouro" e não cita os fundos. O programa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê ampliar o crédito e os fundos garantidores. Em agosto, o governo autorizou R$ 2 bilhões para o FGI. Para o FGO, foram R$ 750 milhões.
Noronha chamou os fundos de "um dos melhores programas governamentais que a gente já viu em todos os tempos". O Datafolha de quinta-feira (22) mostrou 50% dos votos válidos para cada candidato.
Juro abaixo de 10% elevaria lucro em até R$ 500 milhões
Com juro abaixo de 10%, a carteira de crédito do Bradesco cresceria 20%, estimou Noronha. O lucro líquido subiria talvez R$ 400 milhões a R$ 500 milhões. Ele ponderou que o efeito do juro menor sobre a inadimplência é lento: "O juro menor impacta o custo de crédito, mas não é rápido".
Cartões batem recorde de R$ 4,8 bilhões no trimestre
As receitas com cartões de R$ 4,8 bilhões no trimestre vieram puxadas pela alta renda, que responde por 57% do faturamento com cartões. O gasto desse público cresceu 13% em um ano. O segmento Principal fechou setembro com 93 escritórios e mais de 500 mil clientes. A meta é chegar a 120 escritórios e 800 mil clientes em dezembro.
O diretor de relações com investidores, André Carvalho, indicou que a margem financeira líquida deve fechar o ano perto do piso do guidance, de R$ 42 bilhões a R$ 48 bilhões. As ações caíram mais de 2% na abertura e reduziram a perda para menos de 1% após a teleconferência.
O Bradesco antecipou o balanço previsto para 4 de novembro porque Noronha viaja ao exterior e volta no dia 3. Ele negou que a mudança de data tenha relação com a eleição.