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JPMorgan afirma que é cedo para comprar a queda e vê risco de revisões negativas no lucro por ação dos bancos.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 29,33% e a B3 (B3SA3) recuou 36,28% no primeiro pregão após a reeleição de Lula. O pregão desta segunda-feira (26) foi o primeiro depois da vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno, no domingo (25).
Lula venceu o senador por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, segundo o TSE. O resultado contrariou a aposta do mercado e derrubou os papéis ligados ao setor financeiro.
Quem tem banco na carteira viu o receio com juros altos por mais tempo virar preço. Taxa maior encarece o crédito, tende a elevar a inadimplência e pressiona o lucro projetado das instituições.
No fechamento, segundo o InfoMoney:
O Times Brasil apurou quedas menores para BB, BTG e Bradesco no fechamento, com diferença de até 2 pontos percentuais. As duas apurações coincidem em Itaú (13,66%) e Santander (4,47%).
O Banco do Brasil já vinha sob preocupação de analistas com a qualidade da carteira de crédito rural e o aumento das provisões, questão anterior à eleição.
A ação da bolsa brasileira terminou o pregão a R$ 15,07, depois de perder cerca de metade do valor na abertura. O BTG Pactual projetou queda de 17% do Ibovespa nas próximas semanas, para cerca de 170 mil pontos.
Antes do segundo turno, 79,5% dos 73 investidores ouvidos pelo Citi esperavam recuo superior a 5% do índice em caso de vitória de Lula, conforme o Times Brasil.
O banco americano (JPMC34) escreveu que é cedo demais para comprar a queda e que vê risco de revisões negativas para o lucro por ação. Citou juros elevados por mais tempo, quadro fiscal pior e inflação mais alta com o real mais fraco.
O JPMorgan segue preferindo o Itaú entre os grandes bancos, vê o Santander como potencial porto seguro e avalia que o BTG pode sofrer ajustes adicionais por negociar a múltiplos mais altos. O próprio BTG apontou o Itaú como o mais bem posicionado para o cenário de juros elevados e avaliou que 2027 pode ser um ano mais difícil para o macro brasileiro.
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