BTG propõe dividir Raízen, credores recusam e exigem mais de R$ 20 bilhões
Raízen teve prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e dívida líquida de R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e alerta de incerteza sobre continuidade
Dívida líquida de R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro
Necessidade de mais de R$ 20 bilhões em capital novo; Shell disposta a aportar cerca de R$ 3,5 bilhões
Credores da Raízen (RAIZ4) recusaram a proposta do BTG Pactual (BPAC11) de dividir a empresa em duas e cobram aporte bilionário dos acionistas controladores, segundo o InfoMoney.
Quem tem RAIZ4 ou CSAN3 na carteira carrega uma companhia que fechou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões e avisou haver incerteza relevante sobre a capacidade de continuar operando. A dívida líquida de R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro veio de investimentos pesados e de safras menores, afetadas por clima instável e incêndios em canaviais.
Credores querem empresa inteira e aporte dos controladores
O BTG, que administra um fundo que entrou no bloco de controle da Cosan (CSAN3) no ano passado, propôs separar a distribuição de combustíveis dos demais ativos. A unidade de postos receberia capital novo do banco. Os credores preferem manter o grupo inteiro para garantir uma recuperação mais rápida, disseram as fontes ouvidas pelo InfoMoney.
Raízen, Cosan, BTG e Shell não quiseram comentar.
Shell sinaliza R$ 3,5 bi, mas conta passa de R$ 20 bi
A Raízen precisa de mais de R$ 20 bilhões em capital novo, disse uma das fontes. Na quarta-feira, a Reuters informou que a Shell está disposta a injetar cerca de R$ 3,5 bilhões na companhia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou do caso com funcionários do BNDES e da Petrobras (PETR4) no ano passado e outra vez neste mês. Nenhum dos dois demonstrou interesse em capitalizar a Raízen.
Petrobras descarta comprar ativos da distribuidora
A Petrobras não avalia comprar ativos da Raízen, informou a estatal. A companhia está impedida de investir em distribuição de combustíveis desde que vendeu sua própria rede de postos, hoje Vibra Energia (VBBR3).