Cosan e Shell negociam aporte de até R$ 5 bilhões na Raízen
Fundos do BTG Pactual discutem comprar fatia da distribuição de combustíveis da Raízen por cerca de R$ 5,5 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Aporte previsto de R$ 3 bi a R$ 5 bi; Shell contribuiria com R$ 1,5 bi a R$ 3,5 bi, Cosan com R$ 1 bi e Ometto com R$ 500 milhões.
Fundos do BTG Pactual negociam participação na distribuição de combustíveis por cerca de R$ 5,5 bi.
Conversa prevê conversão de cerca de 35% da dívida em capital e reunião com credores nesta semana.
Cosan (CSAN3) e Shell estão em negociações avançadas para injetar capital novo na Raízen (RAIZ4), com aumento de até R$ 5 bilhões. O plano será apresentado antes a credores e detentores de títulos da companhia, que se reúnem nesta semana, segundo o InvestNews.
A Raízen acumula rebaixamentos de crédito e queda nos preços dos títulos depois de sofrer com juros altos, safras abaixo do esperado e investimentos que ainda não deram retorno. O UBS BB estimou no fim do ano passado que a empresa precisa de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões em capital novo. As conversas se arrastam há meses.
BTG compraria fatia da distribuição por R$ 5,5 bilhões
Fundos de private equity administrados pelo BTG Pactual (BPAC11) adquiririam uma participação significativa no negócio de distribuição de combustíveis da Raízen por cerca de R$ 5,5 bilhões pela distribuição. As partes discutem converter em capital cerca de 35% da dívida da companhia.
O aporte dos atuais acionistas viria em três frentes:
Shell: R$ 1,5 bilhão a R$ 3,5 bilhões, conforme as futuras demandas de royalties;
Cosan: até R$ 1 bilhão;
Rubens Ometto, fundador da Cosan: R$ 500 milhões, com empréstimo em negociação para financiar a transação.
Energia e distribuição serão separadas
A proposta inclui reorganização societária que separa a Raízen Energia, de açúcar e etanol, da distribuidora de combustíveis. A Energia transferiria parte da dívida para a distribuição, que gera mais caixa. O pacote prevê ainda venda de ativos e ofertas de ações para dar saída a credores.
A Cosan informou na segunda-feira que avalia uma oferta pública inicial de ações da Compass Gás e Energia (PASS3). A Raízen também negocia a venda de uma refinaria e de centenas de postos na Argentina para a Mercuria por cerca de US$ 1 bilhão.
JPMorgan corta recomendação de títulos
Em relatório citado pelo InfoMoney, o JPMorgan cortou de overweight para neutra a recomendação de cinco séries de títulos da Raízen, com vencimentos entre 2027 e 2037. Manteve overweight apenas o papel de 2054. Os títulos curtos são cotados perto de US$ 50, próximos do cenário de recuperação de US$ 51 do banco. Cada US$ 1 bilhão de capital novo elevaria a recuperação em cerca de 8 pontos percentuais.
O Bradesco BBI avalia que a divisão da empresa avança de forma consistente e que as questões centrais são as proporções de conversão de dívida e o plano de recuperação do negócio de açúcar e etanol.
Números finais e detalhes ainda precisam ser fechados, e o acordo depende do aval de credores. Fontes citadas pela imprensa apontam que o processo pode ser concluído em até seis meses.