Credores exigem até R$ 25 bi na Raízen e veem aporte de R$ 5 bi como insuficiente
Bancos como Santander, Bradesco, Itaú e JPMorgan assinam cartas a Cosan e Shell e apontam capacidade de injetar até R$ 12 bilhões, citando R$ 18 bi em dividendos recebidos em dez anos.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cartas pedem aporte substancial e significativo sem especificar valor
Plano em discussão prevê até R$ 5 bi de Shell, Cosan e Ometto, com fundos do BTG na distribuição
Credores estimam necessidade de R$ 20 bi a R$ 25 bi e citam venda na Argentina por cerca de US$ 1 bi
Credores da Raízen enviaram duas cartas aos acionistas Cosan e Shell pedindo injeção de capital substancial e significativa na empresa. Santander, Bradesco, Itaú e JPMorgan estão entre os signatários, segundo o InvestNews.
A cobrança chega enquanto BTG Pactual (BPAC11), Cosan (CSAN3) e Shell discutem um aporte de até R$ 5 bilhões na Raízen (RAIZ4). Os credores consideram o valor insuficiente e calculam uma para estabilizar a companhia.
necessidade de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões
Credores apontam folga de caixa dos acionistas
Parte dos credores afirma que Shell e Cosan têm caixa para injetar até R$ 12 bilhões. O argumento se apoia nos R$ 18 bilhões em dividendos que as duas receberam da Raízen nos últimos dez anos. Com esse aporte, os acionistas serviriam de âncora para uma oferta de ações capaz de atrair mais R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões.
A venda de ativos na Argentina por cerca de US$ 1 bilhão entraria na conta, junto com outros desinvestimentos. O negócio, que inclui uma refinaria e centenas de postos, estava prestes a ser assinado, disseram as fontes.
BTG injetaria R$ 5,5 bi só na distribuição
No plano em discussão, fundos de private equity do BTG colocariam cerca de R$ 5,5 bilhões apenas no negócio de distribuição de combustíveis, e parte da dívida total viraria ações. Os credores rejeitam a conversão e querem uma reestruturação discutida sem urgência, para não terminar com uma fatia grande da unidade menos lucrativa. A Shell também resiste à divisão da Raízen, segundo uma das pessoas.
Shell diz que situação da Raízen é grave
"Reconhecemos a gravidade da situação", afirmou a Shell em comunicado, dizendo trabalhar com Raízen e Cosan por uma solução sustentável. Santander, JPMorgan e Moelis não responderam aos pedidos de comentário; Cosan, Bradesco, Itaú e FTI não quiseram se manifestar.
O BTG Pactual Holding, veículo dos sócios do banco, investiu R$ 4,5 bilhões na Cosan em aumento de capital no ano passado. Os sócios viraram os maiores acionistas, com quase 25% do capital total, mas Rubens Ometto mantém 50,01% das ações com direito a voto pela Aguassanta.