Cosan recusa capitalização da Raízen e prejuízo soma R$ 5,8 bi
CEO Marcelo Martins diz que a Raízen precisa separar energia e distribuição, e a holding quer usar seus recursos para reduzir a dívida própria.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cosan teve prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões no 4T25 e de R$ 9,7 bilhões em 2025
Dívida líquida expandida da Cosan somou R$ 9,76 bilhões, queda de 58% em um ano
CSAN3 subia 4,53% a R$ 6,00 e RAIZ4 caía 5,45% a R$ 0,52, liderando as baixas do Ibovespa
O CEO da Cosan (CSAN3), Marcelo Martins, disse que a holding não vai acompanhar a capitalização da Raízen (RAIZ4) nos termos defendidos pela Shell. Segundo ele, o formato em discussão não resolve o problema estrutural da companhia.
A recusa mantém o impasse com a Shell, que defende o aumento de capital, enquanto a Raízen negocia com credores. A Cosan já havia sinalizado que o dinheiro do seu próprio aumento de capital, que trouxe BTG Pactual (BPAC11) e Perfin como sócios, ficaria na holding para reduzir a dívida. As conversas com a sócia consumiram os últimos seis meses da gestão, segundo Martins.
O mercado separou as duas ações nesta terça-feira (10). Perto das 11h35, CSAN3 subia 4,53%, a R$ 6,00. RAIZ4 caía 5,45%, a R$ 0,52, e liderava as quedas do Ibovespa.
Cosan propôs separar energia e distribuição
Para Martins, o entrave está na estrutura da Raízen, que reúne energia renovável e distribuição de combustíveis no mesmo grupo. A Cosan propôs separar as duas frentes nas conversas com a Shell, mas o plano não avançou. "Não estamos participando do aumento de capital na Raízen, por entendermos que não resolve", afirmou o executivo.
Prejuízo de R$ 5,8 bi no 4º trimestre
A Cosan fechou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões, 38% menor que o do mesmo período de 2024. A empresa atribui o resultado a efeitos contábeis ligados à Raízen.
No ano, o prejuízo somou R$ 9,7 bilhões. Sem esses ajustes, a companhia apura prejuízo de R$ 713 milhões no trimestre e de R$ 4 bilhões no ano.
Dívida da holding recua 58% em um ano
A dívida líquida expandida da Cosan terminou o trimestre em R$ 9,76 bilhões, queda de 58% na comparação anual. Ante o terceiro trimestre de 2025, o recuo foi de 46%. Martins afirmou que o objetivo é zerar a dívida da holding com desinvestimentos seletivos, sem prazo definido.
Sobre a Rumo (RAIL3), o CEO negou negociação em andamento e disse que os rumores refletem especulação de preço. A Cosan não descarta vender uma participação na operadora logística, mas não há fatia definida nem prioridade de venda.