CSN dispara 4,71% com venda de ativos e caixa livre negativo de R$ 2,1 bi
Ação abriu em queda de 1,41%, mas virou com o sinal de mais interessados na venda de ativos, que pode render de R$ 15 bi a R$ 18 bi.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
CSN: EBITDA de R$ 2,6 bi (+3% vs consenso) e FCF de -R$ 2,1 bi no 1T26
CSN Mineração: EBITDA de R$ 1,4 bi (+4,9% vs consenso) e FCF de -R$ 1,4 bi
CSNA3 fechou +4,71% (R$ 6,67) e CMIN3 -1,04% (R$ 4,77); venda de ativos estimada em R$ 15 bi a R$ 18 bi
A CSN (CSNA3) virou para alta e fechou o pregão com valorização de 4,71%, a R$ 6,67, após sinal de avanço na venda de ativos. O balanço do primeiro trimestre saiu na quarta-feira (13), depois do fechamento do mercado, e a ação chegou a cair 1,41% na abertura desta quinta (14).
Quem tem o papel viu o operacional superar o consenso e o caixa continuar negativo. Os bancos que avaliaram os números apontam a alavancagem como o fator que trava uma reação maior da ação.
EBITDA supera consenso e caixa livre fica negativo em R$ 2,1 bi
O JPMorgan calculou EBITDA de R$ 2,6 bilhões na CSN, 3% acima do consenso, segundo o InfoMoney. Na CSN Mineração (CMIN3), o indicador somou R$ 1,4 bilhão, 4,9% acima do esperado.
As duas empresas, porém, queimaram caixa. A holding registrou fluxo de caixa livre negativo de R$ 2,1 bilhões, e a mineradora, de R$ 1,4 bilhão. A XP viu a dívida líquida recuar de R$ 41,2 bilhões para R$ 40,5 bilhões, com R$ 1,4 bilhão vindos de efeito cambial.
CMIN3 cai 1,04% e lucro de R$ 222 milhões frustra Genial
A CSN Mineração fechou em baixa de 1,04%, a R$ 4,77, depois de recuar 2,90% na abertura. O lucro líquido de R$ 222 milhões ficou bem abaixo do projetado pela Genial, pressionado por resultado financeiro negativo com marcação a mercado de instrumentos em dólar. O custo caixa C1 somou US$ 23,1 por tonelada, 1,3% menor que no trimestre anterior.
A Genial mantém as duas ações "em revisão", com alvos de R$ 9,00 para CSNA3 e R$ 6,00 para CMIN3. O JPMorgan recomenda neutro para a holding, com alvo de R$ 8, e venda para a mineradora.
Venda de ativos atrai mais interessados que o previsto
O Goldman Sachs estima a venda de ativos, que inclui o controle da CSN Cimentos e participação em operação logística, entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. A holding tem cerca de R$ 4 bilhões em dívidas vencendo em 2026 e queima perto de R$ 1 bilhão de caixa por trimestre, sem contar a rolagem de pré-pagamentos de minério.
"Recebemos volume bem grande de 'non binding'", disse o diretor financeiro Antonio Marco Rabello em teleconferência, citando mais interessados que o esperado. A companhia espera concluir a venda da CSN Cimentos no terceiro trimestre.