CSN assina empréstimo de US$ 1,2 bilhão e troca dívida curta por prazo maior
Tomadora é a CSN Inova Ventures, com garantia da CSN e da CSN Cimentos Brasil, e juros iniciais de SOFR mais 6% ao ano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Empréstimo de US$ 1,2 bi, extensível a US$ 1,4 bi, com prazo de cinco anos e custo de SOFR + 6% ao ano
Dívida líquida de R$ 41,2 bi e alavancagem de 3,47x Ebitda ao fim de 2025; R$ 9,4 bi vencem em 2026
Plano prevê levantar até R$ 18 bi com desinvestimentos e vender controle da CSN Cimentos
A CSN (CSNA3) assinou carta-compromisso vinculante com um grupo de bancos para um empréstimo sindicalizado de US$ 1,2 bilhão, que pode chegar a US$ 1,4 bilhão. O prazo é de cinco anos e os juros iniciais ficam em SOFR mais 6% ao ano.
A operação mexe no ponto que mais pesa na ação. No fim de 2025, o grupo de Benjamin Steinbruch tinha dívida líquida de R$ 41,2 bilhões, ou 3,47 vezes o Ebitda.
Segundo o InvestNews, R$ 9,4 bilhões vencem ao longo de 2026. O crédito troca parte dessa dívida curta por uma obrigação mais longa.
CSN Inova Ventures toma o crédito
A estruturação reúne oito bancos: Morgan Stanley, Citigroup (CTGP34), Credit Agricole, HSBC (H1SB34), XP, BNP Paribas, Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4). A CSN Inova Ventures aparece como tomadora, com CSN e CSN Cimentos Brasil como garantidoras.
Os recursos vão para refinanciar dívidas existentes e pagar taxas e despesas da operação. A conclusão depende da assinatura dos documentos definitivos e de condições precedentes usuais, diz o InfoMoney.
Venda de ativos deve render até R$ 18 bi
Em 15 de janeiro, a CSN lançou um programa para levantar até R$ 18 bilhões com a venda de participações. O empréstimo antecipa parte desse caixa. Segundo o Times Brasil, parte do crédito será garantida por ativos que a companhia planeja vender.
O plano prevê vender o controle da CSN Cimentos e uma fatia minoritária da unidade de infraestrutura. Os acordos vinculantes são esperados entre o terceiro e o quarto trimestres.
Meta é chegar a 1,8 vez o Ebitda neste ano
A companhia quer terminar 2026 com alavancagem entre 2 vezes e 1,8 vez, contra 3,47 vezes no fim do ano passado. Em oito anos, o objetivo é 1 vez.
A Bloomberg noticiou na sexta-feira que a J&F, holding dos irmãos Batista, negocia a compra do controle da área de cimentos e também tem interesse em uma fatia da CSN Mineração (CMIN3). Em 2024, a CSN vendeu 9,26% da mineradora ao grupo japonês Itochu por cerca de R$ 4,4 bilhões.
O próximo vencimento é o bond de cerca de R$ 1 bilhão que a companhia precisa quitar no fim de abril, antes da janela prevista para os acordos de venda.