CSN tem R$ 9,4 bi a vencer em 2026 e negocia empréstimo de US$ 1,5 bi
Alavancagem terminou 2025 em 3,47 vezes o Ebitda, acima da meta de cerca de 3 vezes sinalizada pela companhia.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
R$ 9,4 bilhões em dívidas vencem em 2026, incluindo bond de cerca de R$ 1 bilhão no fim de abril
Dívida líquida de R$ 41,2 bilhões e alavancagem de 3,47x Ebitda no fim de 2025
Empréstimo-ponte de até US$ 1,5 bilhão tem garantia de ativos da CSN Cimentos
A CSN (CSNA3) tem R$ 9,4 bilhões em dívidas vencendo em 2026 e corre para fechar um empréstimo de até US$ 1,5 bilhão para reforçar o caixa.
A empresa terminou 2025 com dívida líquida de R$ 41,2 bilhões e alavancagem de 3,47 vezes o Ebitda, acima da meta de encerrar o ano perto de 3 vezes. O indicador subiu pela primeira vez depois de três trimestres de queda. Para quem tem a ação, o teste é de liquidez: os vencimentos do ano estão espalhados entre bonds, linhas bancárias, adiantamentos sobre câmbio e pré-pagamentos de exportação de minério.
A maior concentração de amortizações está mais adiante. R$ 11,7 bilhões vencem em 2028, com peso maior de dívida em dólar. A alta da dívida no quarto trimestre de 2025 veio em parte da não renovação de pré-pagamentos de exportação de minério, operações de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões feitas normalmente duas vezes por ano.
Empréstimo-ponte usa ativos da CSN Cimentos como garantia
O CFO Marco Rabello disse na teleconferência desta quinta-feira (12) que a operação estava madura e que a assinatura seria "questão de dias". Os juros em discussão ficam entre 14% e 15% ao ano em dólar. Morgan Stanley, Citi, Deutsche Bank, BNP Paribas e HSBC estão entre os bancos envolvidos, segundo a Bloomberg.
Desalavancagem mira R$ 15 bi a R$ 18 bi com cimentos e sócio
O plano anunciado em janeiro prevê levantar de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões em três frentes:
venda do controle da CSN Cimentos, com mandato do Morgan Stanley;
alienação de participação minoritária na plataforma de infraestrutura e logística, conduzida por Citi e Bradesco;
busca de sócio estratégico para a siderurgia.
O CEO Benjamin Steinbruch afirmou que o grupo carrega cerca de R$ 12 bilhões em estoques e vê espaço para monetizar parte disso ao longo do ano.
Ebitda cresce 15%, mas prejuízo chega a R$ 1,5 bilhão
O Ebitda ajustado subiu 15% em 2025, para R$ 11,8 bilhões. A mineração vendeu mais de 45 milhões de toneladas, recorde da companhia. A melhora operacional não chegou ao lucro: a CSN fechou o ano com prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão, e o quarto trimestre teve perda de R$ 721 milhões.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 6,5 bilhões no ano, com cerca de R$ 3 bilhões em encargos pagos. Para 2026, a CSN projeta reajuste de preços de 4,5% a 6% já no primeiro trimestre e margem de dois dígitos a partir do segundo, após medidas antidumping contra importações chinesas.
O bond de cerca de R$ 1 bilhão vence no fim de abril.