Casas Bahia corta até 30% do quadro e fecha 298 lojas, com balanço adiado para segunda
A rede ficará com perto de 740 unidades, ante 1.039 em março, e o balanço do segundo trimestre foi remarcado após dois adiamentos.
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Em resumo
Plano prevê demissões de até 30% do quadro e novas unidades fechadas
Balanço do 2T26 adiado de 12 para 14 de agosto; teleconferência em 17 de agosto
Rede fechou 26 lojas em 12 meses até março e somava 1.042 unidades no fim de 2025
A Casas Bahia (BHIA3) adiou pela segunda vez o balanço do segundo trimestre, agora marcado para segunda-feira (17), pela manhã. A varejista prepara corte de até 30% do quadro de funcionários e o fechamento de 298 lojas, antecipado pelo Valor Econômico.
A empresa chega ao novo pacote depois de anos de reestruturação: recuperação extrajudicial em 2024, conversão de dívida em ações e a entrada da Mapa Capital, que hoje detém 85,5% do capital. Quem tem a ação acompanha uma operação que aliviou as despesas financeiras, mas ainda não deu lucro.
Rede encolhe para perto de 740 lojas
A companhia fechou março com 1.039 lojas. São 921 da bandeira Casas Bahia e 118 do Pontofrio. O corte de 298 unidades equivale a 28,7% da rede e deixa a varejista perto de 740 lojas, segundo o InvestNews.
As demissões já começaram. Cerca de 600 pessoas saíram na quinta-feira (13), e entre 1,3 mil e 1,4 mil seriam desligadas na sexta, conforme o Valor. Uma terceira fonte ouvida pelo jornal estima até 3 mil cortes. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou, segundo o Times Brasil.
Prejuízo de R$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre
A varejista fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 1,064 bilhão, 160% maior que os R$ 408 milhões de um ano antes. As despesas financeiras explicam a maior parte da perda.
Receita líquida de R$ 7,4 bilhões, alta de 6,1%
Ebitda ajustado de R$ 597 milhões, 4,7% acima do 1T25
Alavancagem de 0,5 vez o Ebitda, ante 1,8 vez
Caixa livre positivo em R$ 852 milhões, contra consumo de R$ 322 milhões
O digital puxou o resultado: o GMV do e-commerce subiu 14,6%, para R$ 5 bilhões. O das lojas físicas caiu 1,6%. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,17 bilhão, 27% pior que um ano antes.
Balanço sai na segunda após dois adiamentos
O balanço estava previsto para quarta-feira (12), passou para sexta (14) e agora sai na segunda (17). A companhia não informou os motivos.
A XP espera números fracos, com o crescimento em desaceleração em todos os canais, segundo o InfoMoney. O Itaú BBA retomou a cobertura com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1 para o fim de 2027, citando as parcerias com Mercado Livre (MELI34), Amazon (AMZO34) e Shopee.
A teleconferência com analistas está marcada para segunda-feira (17).