Casas Bahia pede RJ com R$ 17,3 bi em dívidas e busca crédito de R$ 1 bi
A ação caiu 33% e fechou a R$ 0,44 no pregão seguinte ao pedido, que lista 28 mil credores.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Passivo sujeito à RJ: R$ 17,3 bilhões; pedido envolve nove empresas
DIP financing em negociação: cerca de R$ 1 bilhão, com superprioridade
Cortes incluem cerca de 300 lojas e mais de 3 mil desligamentos, com meta de economizar R$ 2 bilhões por ano
A Casas Bahia (BHIA3) negocia um empréstimo de cerca de R$ 1 bilhão dentro da recuperação judicial protocolada em 16 de agosto. O DIP financing dá preferência de pagamento a quem injeta dinheiro novo na varejista em crise.
O pedido, feito na 2ª Vara de Falências de São Paulo, reúne nove empresas do grupo. O passivo de R$ 17,3 bilhões alcança 28 mil credores. Para quem tem a ação, a conta já chegou: o papel fechou o último pregão em baixa de 33%, a R$ 0,44, com a negociação interrompida várias vezes.
Banco do Brasil e Bradesco avaliam entrar como credores DIP
Os dois bancos são os maiores credores financeiros do grupo e os principais interessados no financiamento, segundo o NeoFeed. Fundos também estudam participar, mas nenhum acordo está formalizado. O volume em discussão equivale ao que a companhia tentou captar no exterior, entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, antes de o mercado de crédito fechar em abril.
A varejista deve R$ 655,6 milhões ao Bradesco e ao Digio, e R$ 598,1 milhões ao Banco do Brasil, conforme a lista de credores publicada pelo InfoMoney. O Itaú aparece com R$ 208,3 milhões.
Prejuízo de R$ 10,1 bi no 2º trimestre
O prejuízo do 2º trimestre foi de R$ 10,1 bilhões, 18 vezes o registrado um ano antes. Entre os fornecedores, a Whirlpool (WHRL3; WHRL4) tem R$ 635,9 milhões a receber, e a Samsung, R$ 937,6 milhões.
Metade do dinheiro novo iria para repor estoques, hoje comprados à vista porque a rede perdeu prazo com fornecedores após o pedido. Os dias de estoque caíram de 95 em março para 75 em junho, segundo o InfoMoney.
298 lojas fechadas e 60 dias para o plano
A rede encerrou 298 lojas, 30% do total. Demitiu quase 3 mil pessoas, 10% do efetivo, e os desligamentos já superam os 3 mil informados na petição, segundo o NeoFeed. A projeção é economizar R$ 2 bilhões por ano.
O CEO Renato Franklin disse que as unidades fechadas "estavam na UTI". A empresa tem 60 dias para apresentar o plano aos credores, contados do deferimento do processamento, e as cobranças ficam suspensas por 180 dias, prazo prorrogável por igual período.