FGC negocia reforço de R$ 30 bilhões em bancos após Master e Will Bank
Will Bank deixou R$ 6,5 bilhões em CDBs, mas a cobertura estimada do FGC para o caso é de R$ 5 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
FGC precisa de cerca de R$ 40,6 bilhões para o Banco Master
Will Bank tem R$ 6,5 bilhões em CDBs e R$ 7 bilhões em passivos
Antecipação de 5 anos de contribuições somaria R$ 30 bilhões; grandes bancos arcarão com cerca de 70%
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) negocia com cerca de 250 bancos um reforço de R$ 30 bilhões para pagar credores do Banco Master e do Will Bank. A solução em discussão antecipa cinco anos de contribuições que as instituições fariam ao fundo.
Para quem tem ação de banco na carteira, a conta chega direto ao caixa. As cinco maiores instituições do país devem arcar com cerca de 70% do valor total, dividido conforme o volume de depósitos elegíveis de cada uma.
Master sozinho pede R$ 40,6 bilhões do fundo
A liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro deve consumir cerca de R$ 40,6 bilhões dos cofres do FGC. O empresário admitiu à Polícia Federal que o fundo fazia parte da estratégia do seu modelo de negócios, conforme o Times Brasil.
O Will Bank, que pertencia ao Master, tem R$ 6,5 bilhões em CDBs sob responsabilidade do FGC, acima da cobertura estimada de R$ 5 bilhões. O banco digital encerrou as atividades com R$ 7 bilhões em passivos e R$ 8 bilhões em transações correntes com a Mastercard (MSCD34).
Cinco bancos concentram a maior parte da conta
Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (BCSA34), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (BBAS3) dividem o maior peso do desembolso. Os bancos recolhem cerca de R$ 6 bilhões por ano ao FGC. A antecipação de cinco anos vira um pagamento imediato de R$ 30 bilhões, segundo o Valor Econômico.
A cobrança usa alíquota de 0,01% sobre os depósitos elegíveis, o que pesa mais nos bancos com maior captação. Uma cobrança extraordinária, de metade da alíquota padrão, renderia R$ 3 bilhões por ano ao fundo. O prazo previsto é de cinco anos, o que somaria R$ 15 bilhões, e a entidade estuda encurtá-lo.
Liquidez de 2,23% fica abaixo do mínimo exigido
O regulamento do FGC exige liquidez de 2,5% do total de depósitos elegíveis. O índice estava em 2,23% em junho de 2025 e deve cair mais com o caso Master e Will Bank. Sem a reposição, o fundo pode não conseguir responder a outra crise, e o custo tende a aparecer em tarifas maiores e retorno menor em CDBs, LCIs e LCAs.