Cinco maiores bancos podem desembolsar quase R$ 30 bi para o FGC
Itaú teria o maior aporte, de R$ 8,8 bilhões na primeira rodada, e a Caixa, cerca de R$ 5,8 bilhões, segundo cálculos de analistas.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Custo agregado estimado para os cinco maiores bancos é de cerca de R$ 30 bilhões.
Itaú pode desembolsar R$ 8,8 bi na primeira etapa e mais R$ 882 mi por ano.
FGC tem patrimônio de cerca de R$ 125 bi; caso Master, Will Bank e Pleno podem consumir ao menos R$ 52 bi.
Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11) e Caixa podem ter de desembolsar perto de R$ 30 bilhões para reconstruir o FGC. O cálculo é de analistas ouvidos pelo Broadcast, do Grupo Estado, e foi divulgado pelo Seu Dinheiro.
O dinheiro sai do caixa num momento em que os bancos distribuem lucro aos acionistas. O Citi estima impacto de 0,4% a 1,9% no lucro das instituições que cobre, com o Nubank (ROXO34) no piso e o Banco do Brasil no topo da faixa.
Banco Master foi liquidado em novembro de 2025
O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025, sob suspeita de fraude. Cerca de 800 mil investidores tinham aplicações cobertas pelo FGC e estão sendo ressarcidos.
O fundo tem patrimônio de cerca de R$ 125 bilhões. Master, Will Bank e Banco Pleno devem consumir ao menos R$ 52 bilhões dele, o que obriga os associados a recapitalizar a instituição.
Itaú lidera a conta, com R$ 8,8 bi
A conta parte do adiantamento de cinco anos de contribuições mensais, acertado neste mês. As estimativas do Citi para a primeira rodada são:
Itaú: R$ 8,8 bilhões na primeira rodada, mais R$ 882 milhões por ano
Bradesco: R$ 7 bilhões, mais R$ 696 milhões
Banco do Brasil: R$ 5 bilhões tirados do caixa, mais R$ 500 milhões
Santander: R$ 3,4 bilhões, mais R$ 336,7 milhões
Nubank: R$ 251,2 milhões
A Caixa aparece com cerca de R$ 5,8 bilhões em cálculo de um analista que não se identificou. Para o Santander, outros analistas projetam entre R$ 3,6 bilhões e R$ 3,7 bilhões.
Só o BB divulgou número próprio até agora. O banco vai lançar o valor como ativo e abater R$ 83 milhões por mês, além de R$ 41,5 milhões mensais da contribuição extraordinária. O presidente do Itaú, Milton Maluhy, defende "mecanismos inteligentes" na recapitalização e diz que normas internacionais podem servir de referência.
Bancos negociam usar compulsório na recomposição
Para reduzir o custo, as instituições discutem redirecionar recursos do compulsório bancário ao fundo. A solução depende de autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou sobre o pedido.
O FGC cobra 0,01% ao mês sobre os instrumentos financeiros garantidos. A contribuição extra de 50% sobre os aportes mensais custaria R$ 2,6 bilhões por ano às quatro principais instituições de capital aberto, segundo o Citi.