Suzano mantém produção 3,5% abaixo da capacidade e vê caixa forte no 4º tri
Dívida líquida subiu para US$ 14,7 bilhões após a compra dos ativos de tissue da Kimberly-Clark, e a Suzano espera fechá-la abaixo de US$ 14 bilhões no ano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Produção de celulose de mercado cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal de aproximadamente 13,5 milhões de toneladas por ano
Alavancagem de 3,7 vezes em dólares em setembro, ante 3,3 vezes um ano antes
Citi mantém compra, mas corta preço-alvo de R$ 65 para R$ 52
A Suzano (SUZB3) espera geração de caixa muito forte no quarto trimestre e vai manter a produção 3,5% abaixo da capacidade nominal. A capacidade nominal é de cerca de 13,5 milhões de toneladas por ano, segundo a Forbes Brasil.
Para quem tem a ação, a política limita o volume produzido, mas busca retorno em cada tonelada marginal. O vice-presidente financeiro, Marcos Assumpção, citou preços favoráveis da celulose, sazonalidade e câmbio mais alto.
A ação subia 0,36%, cotada a R$ 52,45. O Ibovespa ganhava 1,5%.
Dívida sobe para US$ 14,7 bilhões com compra da Kimberly-Clark
A dívida líquida subiu para US$ 14,7 bilhões, de US$ 12,9 bilhões antes do pagamento pelos ativos de papel tissue da Kimberly-Clark. A alavancagem financeira em dólares terminou setembro em 3,7 vezes, acima das 3,3 vezes de um ano antes.
“A expectativa é fechar o ano com dívida líquida abaixo de US$ 14 bilhões”, afirmou o presidente-executivo João Alberto de Abreu. Ele disse que a desalavancagem deve começar de forma estruturada após a compra e a formação da joint-venture Arbex. Abreu afirmou que o quarto trimestre será o melhor do ano.
Citi corta preço-alvo para R$ 52 e mantém compra
Os analistas Gabriel Barra e Pedro de Mello, do Citi, mantiveram a compra e fizeram um corte do preço-alvo para R$ 52, ante R$ 65. Eles citaram cautela com os preços da celulose no médio prazo, mas afirmaram que a exposição ao câmbio faz a Suzano ser uma das preferidas da cobertura. Também chamaram a ação de nome defensivo após as eleições.
El Niño pressiona operações e custos não são materiais
Abreu afirmou que a Suzano reforça o combate a incêndios em Imperatriz (MA) por causa da seca do El Niño. No Mato Grosso do Sul, a chuva acima da média histórica cria maior desafio logístico, mas pode melhorar a produtividade florestal no longo prazo, disse. Esses custos não são materiais para os resultados.
Na semana passada, o presidente da Klabin (KLBN11), Cristiano Teixeira, disse que o El Niño deve pressionar as operações da empresa até o fim do primeiro trimestre.
O Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano nesta semana. Abreu disse que o governo precisa tomar medidas para o país voltar à tendência de corte da taxa.