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Safra rebaixa Klabin para neutra e corta alvo para R$ 20,60
Banco aponta custo-caixa de R$ 3.483 por tonelada no terceiro trimestre e margem que deve demorar a se recuperar.
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Banco aponta custo-caixa de R$ 3.483 por tonelada no terceiro trimestre e margem que deve demorar a se recuperar.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
O Safra rebaixou a recomendação da Klabin (KLBN11) de compra para neutra e cortou o preço-alvo para R$ 20,60, abaixo dos R$ 21,40 anteriores. Recomendação cai de compra para neutra.
Para quem tem a unit, a conta do banco é curta. Com a cotação de R$ 18,08 usada no relatório, o alvo embute 14% de valorização. Com dividendos, o retorno total estimado chega a 21%.
Os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro não veem na alta da celulose e no real mais fraco compensação suficiente para o mercado de papel e embalagens pior. O Money Times lista ainda o custo de capital próprio maior entre os motivos do corte.
O Safra segue otimista com a celulose no curto prazo, apoiado na recomposição de estoques na China e na oferta menor do produto. Mas vê pouco espaço para novos aumentos de kraftliner, o papel usado na fabricação de embalagens.
A Empapel projeta embarques 1,9% maiores em 2026. Isso implica alta de apenas 0,9% no segundo semestre, contra 3% no primeiro, o que derruba a visibilidade de volumes melhores no ano seguinte.
O custo-caixa de R$ 3.483 por tonelada no terceiro trimestre de 2026 deixou o acumulado do ano perto do teto do guidance da companhia. O banco espera pressão de custo até o primeiro trimestre de 2027, com alívio só a partir do segundo.
Parte dos gastos com logística de fibras, produtos químicos e óleo combustível não deve ser revertida. A dispersão geográfica das operações florestais entra nas projeções como custo permanente.
O Safra projeta Ebitda de R$ 7,7 bilhões em 2027, em linha com o consenso do mercado. O retorno médio do fluxo de caixa livre fica em cerca de 5% entre 2027 e 2029.
A dívida líquida equivale a 3,6 vezes o Ebitda em 2026. Recua para 2,9 vezes em 2029, ritmo que o banco considera lento demais para tornar a ação mais atrativa que a de concorrentes do setor.
O Seu Dinheiro lembra que a Klabin superou a Suzano (SUZB3) em boa parte de 2026 por ter menos exposição à celulose internacional e ao câmbio. Com a commodity em recuperação e o real mais fraco, a Suzano tende a capturar mais esse movimento.
A normalização completa dos custos ligados ao El Niño deve ficar para o primeiro trimestre de 2028.
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