Raízen fixa ação a R$ 0,25 em aumento de capital de até R$ 39,8 bi
Quem não exercer a preferência até 8 de dezembro pode ter a fatia diluída entre 57% e 94%; Shell aporta até R$ 3,5 bilhões em dinheiro.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, com mínimo de R$ 3,5 bilhões
Emissão de até 159,18 bilhões de ações a R$ 0,25 por papel ou R$ 0,50 por unit
Shell pode aportar até R$ 3,5 bilhões; Aguassanta, até R$ 500 milhões
O conselho de administração da Raízen (RAIZ4) aprovou nesta sexta-feira (6) um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, com piso de R$ 3,5 bilhões. A operação é a peça central do plano de recuperação extrajudicial da companhia, homologado pela Justiça em junho.
O aumento de capital é condição para o plano passar a valer, segundo o Valor Econômico. Quem não exercer o direito de preferência pode ver sua fatia na empresa cair entre 57% e 94%, conforme o volume final da subscrição.
Ações saem a R$ 0,25, deságio de 28,6% sobre o VWAP
As novas ações serão emitidas a R$ 0,25, ou R$ 0,50 por unit. O preço fica 28,6% abaixo do VWAP dos últimos 30 pregões. Ficou também 7,4% inferior ao fechamento de 5 de novembro.
Shell aporta até R$ 3,5 bi e Aguassanta, R$ 500 mi
A Shell, do bloco de controle, vai aportar até R$ 3,5 bilhões em dinheiro. A Aguassanta Participações, do fundador da Cosan (CSAN3), Rubens Ometto, pode colocar mais R$ 500 milhões caso adira. Credores sujeitos ao plano podem subscrever convertendo créditos em units, cada uma formada por uma ação ordinária e uma preferencial classe A.
Com a adesão da Aguassanta, até R$ 5 bilhões dos recursos vão para capital de giro. Sem ela, o limite cai para R$ 4,5 bilhões. O excedente tem destinação fixa: 70% para pagar ou amortizar dívidas e 30% para capital de giro.
Preferência vai de 9 de novembro a 8 de dezembro
Tem direito quem tinha ações no fim do pregão desta sexta. A partir de segunda-feira (9), os papéis passam a ser negociados sem o direito de subscrever as novas ações. O prazo para exercer a preferência termina em 8 de dezembro.
Na mesma reunião, o conselho aprovou um programa de units, com o BTG Pactual (BPAC11) como instituição depositária, e um programa de ADS nível I, com o Citibank como banco depositário. A quinta emissão de debêntures simples, em duas séries, será subscrita por credores do plano. A InvestNews informa que a aprovação foi unânime e que a emissão chega a 159,2 bilhões de ações.
Os donos de debêntures e CRAs da Raízen terão de escolher entre três opções de recebimento na janela de 7 a 27 de dezembro. A operação deve ser concluída, com os novos títulos emitidos, até 31 de março de 2027.