Socorro de R$ 6,6 bi ao BRB trava e Fux convoca audiência para 13 de agosto
Bancos privados querem que BB e Caixa assumam mais garantias antes de avalizar o empréstimo do FGC.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Acordo prevê até R$ 6,6 bi do FGC para capitalizar o BRB
Itaú, Bradesco, Santander, BTG, Banco do Brasil e Caixa foram apontados como potenciais fiadores
Aumento de capital do BRB pode chegar a R$ 8,8 bi com homologações parciais
O socorro de R$ 6,6 bilhões segue travado mais de dois meses depois do acordo fechado no STF. O ministro Luiz Fux marcou uma audiência de conciliação em 13 de agosto para tentar destravar a operação.
O impasse interessa a quem tem ação de banco cotado para dar fiança ao empréstimo: Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (BCSA34), BTG Pactual (BPAC11), Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa. As áreas jurídicas das instituições privadas questionam a segurança das contragarantias oferecidas pelo Distrito Federal.
FGC empresta e bancos privados entram como fiadores
Pelo desenho acertado no Supremo, o GDF pode contratar até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC e direcionar os recursos ao aumento de capital do BRB. Um grupo de bancos entraria como fiador, com contragarantias do Distrito Federal.
O travamento vem do uso de receitas de fundos de participação como contragarantia em operação com instituições privadas. Os bancos temem assumir a fiança sem segurança para executar as garantias caso o GDF não honre o empréstimo.
BB e Caixa com participação maior nas garantias
Os bancos privados passaram a defender que Banco do Brasil e Caixa funcionem como uma camada adicional de segurança para as instituições privadas. O acordo firmado no Supremo excluiu o aval da União, e a Fazenda já afastou o Tesouro como fiador direto.
Segundo o Times Brasil, cinco caminhos estão na mesa, do empréstimo do FGC à liquidação. A Lei nº 7.845 autoriza o GDF a aportar imóveis, vender patrimônio e usar securitizações e fundos imobiliários para capitalizar o BRB. O banco também passou a aceitar homologações parciais do aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões.
Transformar imóveis em dinheiro exige avaliação, estruturação e compradores, o que limita essa rota. Em maio, instituições financeiras defenderam a privatização do BRB, hipótese que o GDF resistiu.
Liquidação fica para casos irrecuperáveis
Diante de problemas patrimoniais graves, o Banco Central pode determinar aporte dos controladores, transferência de controle ou reorganização societária. Só conforme a gravidade evoluir cabem intervenção, Raet ou liquidação extrajudicial em caso de insolvência.
A próxima tentativa de destravar o acordo é a audiência de conciliação convocada por Fux para 13 de agosto.