Bradesco e Itaú travam aval de R$ 6,6 bi e BRB estuda ir ao STF
O prazo para assinar o contrato já foi adiado de 20 de junho para 31 de julho, e o banco é multado diariamente pela CVM.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao DF para salvar o BRB segue sem contrato; prazo passou para 31 de julho.
Bradesco e Itaú recuaram e condicionam participação a garantias de Banco do Brasil e Caixa.
Ações do BRB caíram 22% (ON) e 21% (PN) desde o acordo; multa da CVM chega a R$ 2,5 milhões.
Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) resistem a entrar no consórcio que daria o aval de R$ 6,6 bilhões ao BRB. Quase 45 dias após o acordo mediado pelo STF, a operação segue sem ser fechada.
Sem os bancos privados, não há como montar a garantia junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), segundo o InfoMoney. As instituições passaram a exigir que Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa apresentem as próprias garantias. O governo federal considera a exigência inviável pelo impacto no balanço dos dois bancos públicos.
Prazo do contrato escorregou para 31 de julho
A direção do BRB queria assinar o contrato até 20 de junho. O prazo para assinar o contrato é 31 de julho. Para destravar o negócio, o banco cogita acionar o ministro Luiz Fux, do STF, que conduziu a conciliação firmada em 28 de maio.
Pelo acordo, o crédito teria contragarantia na parcela do DF do FPE e do FPM, que somam cerca de R$ 1,6 bilhão.
Banco Central cobra capitalização com rombo de R$ 8,8 bilhões
O BC pressiona o governo do DF a capitalizar o banco e fechar o rombo das operações com o Banco Master. O presidente do BRB, Nelson de Souza, estima o prejuízo em até R$ 8,8 bilhões.
Ação cai 22% desde o acordo
Quando o acordo foi assinado, a ação ordinária valia R$ 3,87. Nesta quinta-feira, fechou a R$ 3,02, baixa de 22%. A preferencial recuou de R$ 3,81 para R$ 3,00.
O banco também é multado diariamente pela CVM pelo atraso na publicação do balanço de 2025, previsto para 31 de março. A multa da CVM já chega a R$ 2,5 milhões.
Nesta quinta-feira, PSB, PSOL e PT protocolaram uma ADI no TJDFT contra a lei que autoriza o DF a capitalizar o BRB. As siglas dizem que a medida transfere à população os custos de uma crise que deve ser atribuída aos responsáveis pelo rombo.