Governo tem déficit de R$ 105,5 bi em gastos não obrigatórios
Saúde e Educação estão entre os mais afetados, com restrição de R$ 15,1 bi e R$ 13,8 bi.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Despesas não obrigatórias somam R$ 330,9 bi, dos quais R$ 226,3 bi do orçamento de 2026 e cerca de R$ 104 bi de restos a pagar
Restrição é de R$ 15,1 bi na Saúde e R$ 13,8 bi na Educação; emendas parlamentares somam R$ 44,9 bi sob restrição
Estoque de restos a pagar passou de R$ 310,8 bi no início de 2025 para R$ 391,6 bi em 2026
O governo tem déficit de R$ 105,5 bilhões entre as despesas não obrigatórias previstas para 2026 e os recursos disponíveis para pagá-las. O valor equivale a 31,9% das despesas consideradas, segundo levantamento da Consultoria de Orçamentos do Senado divulgado pelo Times Brasil.
A limitação pode afetar o cronograma de despesas como procedimentos de saúde, medicamentos, livros didáticos e manutenção de universidades e institutos federais. O estudo aponta que a insuficiência de recursos pode postergar parte dessas despesas para 2027 e afetar o próximo governo.
Ao todo, os ministérios têm R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias a pagar neste ano. Desse total, R$ 226,3 bilhões são do orçamento de 2026 e cerca de R$ 104 bilhões são restos a pagar. O limite de R$ 225,4 bilhões já considera os bloqueios orçamentários.
Restrição chega a R$ 15,1 bi na Saúde e R$ 13,8 bi na Educação
Na Saúde, a limitação chega a R$ 15,1 bilhões. Na Educação, são R$ 13,8 bilhões. Os dois ministérios estão entre os mais afetados em valores absolutos, principalmente pelo volume de restos a pagar.
As maiores restrições proporcionais ficam com Esporte e Turismo:
Esporte: R$ 774,9 milhões, ou 57,9% das despesas.
Turismo: R$ 551,5 milhões, ou 55,1% do orçamento.
Emendas parlamentares: R$ 44,9 bilhões sob restrição.
Restos a pagar sobem para R$ 391,6 bi
O estoque de restos a pagar de R$ 391,6 bilhões em 2026 supera o de R$ 310,8 bilhões no início de 2025. Esses compromissos competem com as despesas do orçamento corrente e podem ser transferidos para exercícios seguintes.
Saúde e Educação disseram que poderão reorganizar desembolsos e negociar ampliação dos limites. O Ministério do Esporte teve posição semelhante, e o Turismo não se manifestou.
O Ministério do Planejamento e Orçamento afirma que a diferença faz parte do mecanismo de programação financeira e não representa falta definitiva de recursos. Segundo a pasta, os limites podem ser ajustados durante o ano conforme a evolução das receitas e dos gastos.