Nubank vira neutro no Itaú BBA, que corta alvo para US$ 18
Projeção de lucro da fintech para 2027 cai 8% e fica 15% abaixo do consenso; Bradesco é o único bancão com compra, a R$ 22.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Nubank: recomendação cortada de compra para neutra; preço-alvo cai de US$ 20 para US$ 18.
Bradesco é o único bancão com compra no Itaú BBA; ação negocia a 1,1x valor patrimonial e 7x lucro.
Lucro do Nubank deve crescer 14% em 2027, ante 32% em 2026, segundo o banco.
O Itaú BBA rebaixou o Nubank (ROXO34) de compra para neutra e elegeu o Bradesco (BBDC4) como único bancão com compra. O preço-alvo da fintech foi cortado para US$ 18 no fim de 2027, e o do Bradesco mantido em R$ 22.
A revisão atinge quem carrega os dois papéis: o banco cortou estimativas de lucro para todos os bancos que cobre, citando desaceleração econômica, menos estímulo fiscal e possível pressão inflacionária. O alvo anterior do Nubank era de US$ 20, segundo o InfoMoney. O Seu Dinheiro afirma que essa cifra valia para o fim de 2026.
Lucro do Nubank deve crescer 14% em 2027
O Itaú BBA vê o lucro do Nubank avançando 14% em 2027, ante 32% em 2026. A casa cortou a projeção de lucro em 8% e agora trabalha 15% abaixo do consenso de mercado.
A ação é negociada a 17 vezes o lucro estimado para 2026 e 4,4 vezes o valor patrimonial, o que, para os analistas, deixa pouca margem para frustração de resultados. "Continuamos vendo o Nubank como um vencedor de longo prazo", diz o relatório, que fala em pausa preventiva.
Bradesco negociado a 1,1 vez o valor patrimonial
O Bradesco virou a escolha do BBA entre os grandes bancos por ser negociado a 1,1 vez o valor patrimonial estimado para 2026 e a 7 vezes o lucro projetado. Os seguros respondem por mais de 40% do lucro do grupo e devem seguir crescendo em dois dígitos, segundo o Seu Dinheiro.
Para os analistas, o mercado concede pouco benefício da dúvida ao banco, o que abriria espaço para reprecificação das ações se a operação continuar melhorando no varejo e no corporativo.
Preferência migra para B3, BTG e XP
A preferência do Itaú BBA foi para empresas de mercado de capitais: B3 (B3SA3), BTG Pactual (BPAC11) e XP (XPBR31) mantêm recomendação de compra. Entre os maiores cortes de lucro por ação para 2027 estão Nubank, Agibank e Banrisul (BRSR6).
Banco do Brasil: cartão tem 14,6% de inadimplência
No Banco do Brasil (BBAS3), as mudanças foram menores, mas a inadimplência no cartão chegou a 14,6%, e a de pessoas físicas acima de 90 dias, a 8,41% no segundo trimestre. A principal incerteza segue na carteira de agronegócio, cuja trajetória depende da participação do BB na MP 1376.
A administração projeta custo de risco abaixo de 5% em 2027 e perto de 3,5% no longo prazo.