Imposto de 12% sobre exportação de petróleo poupa PetroReconcavo e atinge Prio
Petrobras reajustou o diesel nas refinarias em 11,6% e usa a margem do refino para absorver parte do tributo sobre o óleo cru.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Imposto de exportação de 12% sobre óleo cru vale por quatro meses, a princípio.
Petrobras elevou o diesel em 11,6% nas refinarias; custo de extração é de US$ 9/barril.
Safra estima corte de 15% no lucro operacional de 2026 da Prio e de 7% da Brava com Brent a US$ 70.
O governo criou um imposto de 12% sobre a exportação de óleo cru, e a Prio (PRIO3) é a petroleira mais exposta. O tributo vale por quatro meses, a princípio, e compensa o PIS/Cofins zerado do diesel e um auxílio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.
Para o acionista, o imposto sai direto do lucro operacional e encolhe a base de dividendos. O Safra calcula corte de 15% no lucro operacional da Prio em 2026 se a taxa durar até dezembro. Na Brava (BRAV3), a projeção de queda é de 7%. As duas contas usam um cenário de Brent a US$ 70; com o barril acima de US$ 100 por causa da guerra no Irã, o impacto diminui.
Prio vende toda a produção e aposta em Wahoo
Sem refino para compensar, a Prio absorve integralmente a taxa de 12% sobre as vendas externas. A expansão corre em paralelo: o campo de Wahoo entrou em operação com capacidade para 40 mil barris por dia. O Itaú BBA projeta 201 mil barris por dia neste ano. Em 2025, a produção foi de 106 mil.
Petrobras sobe o diesel em 11,6% e amortece a conta
Com custo de extração de US$ 9 por barril, a Petrobras (PETR4) ganha com o refino e cobre parte do tributo sobre o óleo cru que exporta. A estatal aplicou alta de 11,6% no diesel nas refinarias. No quarto trimestre de 2025, gerou Ebitda de US$ 10,9 bilhões. O barril então valia entre US$ 60 e US$ 65.
Brava exporta um terço; PetroReconcavo fica quase intacta
A Brava (BRAV3) vende ao exterior um terço da produção e opera a refinaria de Camarão, no Rio Grande do Norte, o que limita a mordida do imposto. O Safra projeta queda de 7% no lucro operacional de 2026. A companhia aumentou a produção em 46% no ano passado. Também virou prejuízo de R$ 1,1 bilhão em lucro de R$ 1,5 bilhão, e a meta é chegar a 100 mil barris por dia em 2027.
Na PetroReconcavo (RECV3), que produz 24 mil barris por dia em campos maduros do Nordeste, o Safra vê impacto praticamente nulo. Morgan Stanley e Bradesco BBI apontam que o imposto aumenta a incerteza regulatória na exploração de petróleo no Brasil e pode reduzir o apetite de investidores.
O imposto de exportação vale, a princípio, por quatro meses, com o barril ainda acima de US$ 100.