Oncoclínicas perde aporte de Fleury e Porto e ação fecha em alta de 4,88%
Acordo não vinculante de março previa R$ 500 milhões de aporte na nova companhia e mais R$ 500 milhões em debêntures conversíveis.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Negociações exclusivas com Fleury e Porto duraram 30 dias e terminaram sem acordo
JPMorgan reiterou underweight; Bradesco BBI tem preço-alvo de R$ 2,80
Assembleia de acionistas em 30 de abril deve tratar da proposta da MAK Capital e do novo conselho
Fleury (FLRY3) e Porto Seguro (PSSA3) encerraram as negociações para capitalizar a Oncoclínicas (ONCO3). A rede oncológica ficou sem o aporte previsto e agora busca outras saídas para a dívida.
A operação era o principal gatilho de confiança na tese da ONCO3. O acordo não vinculante de março previa aporte de R$ 500 milhões na nova companhia, que reuniria os ativos oncológicos. Outros R$ 500 milhões sairiam de debêntures conversíveis em ações ordinárias, subscritas por Porto e Fleury.
Prazo de exclusividade acabou em 12 de abril
A Oncoclínicas informou em fato relevante que o prazo de exclusividade terminou em 12 de abril e as partes não renovaram, segundo a Suno Notícias. A empresa disse que segue avaliando propostas, inclusive as que surgiram nas últimas semanas e não puderam ser exploradas por causa da exclusividade.
Há duas ofertas na mesa, da MAK Capital e da Staboard. A companhia também pediu à Justiça de São Paulo a suspensão de cláusulas que imponham vencimento antecipado de dívidas.
Ação vira e fecha em alta de 4,88%
O papel abriu em queda de 8,13%, a R$ 1,13, mas virou e fechou em alta de 4,88%, a R$ 1,29. Fleury subiu 2,43%, a R$ 17,68. Porto Seguro recuou 2,35%, a R$ 52,36.
O JPMorgan manteve recomendação equivalente à venda. O Bradesco BBI também recomenda venda, com preço-alvo de R$ 2,80.
Em relatório citado pelo InfoMoney, analistas do BTG Pactual escreveram que o endividamento alto e possíveis passivos fora do balanço dificultam uma injeção de capital por grupos bem capitalizados. O banco manteve recomendação neutra para a ONCO3.
BTG aponta Rede D'Or como beneficiária
O BTG vê a saída favorável para incumbentes, em especial a Rede D'Or (RDOR3), que já absorve maior demanda por terapias oncológicas desde o segundo semestre de 2025. A Oncoclínicas teria atrasado tratamentos de mais de 6 mil pacientes.
A próxima decisão é a assembleia de acionistas em 30 de abril, que pode aprovar a proposta da MAK Capital e definir o novo conselho de administração.