Oncoclínicas vai à Justiça travar dívidas de R$ 3,2 bi e perde Porto e Fleury
Fleury e Porto Seguro encerraram as negociações da NewCo, deixando a Mak Capital como única proposta na mesa.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 6 veículos. Como fazemos
Em resumo
A ação será protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira.
A companhia busca suspensão liminar de cláusulas de vencimento antecipado de dívidas.
A Oncoclínicas diz que mantém conversas com credores e opera normalmente.
A Oncoclínicas (ONCO3) vai ao Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender o vencimento antecipado das dívidas. O pedido de tutela cautelar foi protocolado na terça-feira (14) na 3ª Vara Cível, segundo o NeoFeed, um dia depois de a empresa comunicar a medida em fato relevante.
A proteção judicial impede que credores cobrem a dívida inteira de uma vez e travem o caixa enquanto a rede de clínicas oncológicas negocia. A companhia afirma que segue operando normalmente e que busca um acordo com os credores.
Alavancagem fechou 2025 em 4,3 vezes
A relação entre dívida líquida e Ebitda chegou a 4,3 vezes, acima do teto de 3,5 previsto nos contratos. No ano anterior, o índice era de 2,6 vezes.
A dívida soma R$ 3,23 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões ficaram comprometidos pela quebra dos covenants. Segundo a companhia, R$ 1,88 bilhão seguiam sem waiver, a dispensa temporária que evita o gatilho do default.
O prejuízo de R$ 1,51 bilhão no quarto trimestre de 2025 mais que dobrou frente aos R$ 759 milhões perdidos um ano antes. A auditoria apontou incerteza relevante sobre a continuidade operacional, com capital circulante líquido negativo em R$ 2,3 milhões.
Porto e Fleury desistem da NewCo
O Fleury (FLRY3) desistiu do acordo de 23 de março não vinculante, em fato relevante divulgado na noite de segunda-feira, e a Porto Seguro (PSSA3) encerrou as negociações nesta terça. A Oncoclínicas ficou liberada da exclusividade.
Pelo termo, a empresa aportaria clínicas e passivos de até R$ 2,5 bilhões na nova companhia, e Fleury e Porto colocariam R$ 500 milhões em conjunto, por meio de uma holding.
Mak Capital é a proposta que resta
Sem os dois parceiros, a única oferta na mesa é a da Mak Capital, acionista com 6,31% do capital, que sinalizou aporte de cerca de R$ 500 milhões. O NeoFeed apurou que a injeção pode chegar a até R$ 1 bilhão, ainda sem termos detalhados.
O BR Partners (BPAC11) assumiu como único assessor financeiro da reestruturação, no lugar do Rothschild. A ação caiu 53,7% em 2026 e, nesta terça, recuou 8,94% antes de virar para alta de 4,07%.
A análise do pedido está com a juíza substituta Fernanda Perez Jacomini.