Oncoclínicas troca CEO em meio a reestruturação; ações caem 87% desde IPO
Carlos Gil Moreira Ferreira, diretor médico desde 2021, assume como CEO interino, enquanto Camille Loyo Faria segue à frente do turnaround operacional e financeiro.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Bruno Ferrari deixou o cargo de CEO e também não assumirá a presidência do conselho.
Carlos Gil Moreira Ferreira foi eleito CEO interino; Camille Loyo Faria continua como CFO e DRI.
Fitch rebaixou a nota de crédito; capitalização de R$ 1,4 bilhão em novembro converteu dívida em ações.
Bruno Ferrari deixou o comando da Oncoclínicas (ONCO3) e abriu mão de assumir a presidência do conselho. O colegiado elegeu Carlos Gil Moreira Ferreira como CEO interino.
A troca acontece no meio da reestruturação financeira da rede de oncologia, que desde a estreia na B3, em 2021, vê as ações ONCO3 acumularem queda de cerca de 87%. Parte dos gestores apontava a permanência do fundador como entrave para restaurar a confiança dos investidores.
A CFO e diretora de relações com investidores, Camille Loyo Faria, segue nas áreas corporativas e de negócios. Ela continuará conduzindo o turnaround operacional e a reestruturação financeira da companhia.
Ferrari fica só como vice do conselho
Ferrari era diretor-presidente desde outubro de 2021. Pela estrutura aprovada em assembleia em janeiro de 2026, ele assumiria automaticamente a presidência do conselho ao deixar a função executiva, mas abriu mão da presidência do conselho. Ficará apenas como vice-presidente e membro do colegiado.
Médico da casa assume até a sucessão
Carlos Gil entrou na Oncoclínicas em 2018 para presidir o Instituto Oncoclínicas e ocupava a diretoria médica desde 2021. Além do cargo interino, ele responderá por todas as áreas médicas e científicas até que o processo formal de sucessão seja concluído.
"Vamos avançar na simplificação da estrutura, no ganho de eficiência operacional", disse Carlos Gil, em nota.
Terceiro aumento de capital em três anos
A reorganização começou em outubro de 2025, com medidas para reduzir a queima de caixa, desinvestimentos e renegociação de dívidas. O esforço incluiu mais um aumento de capital bilionário, o terceiro em três anos.
Em novembro, um grupo de acionistas liderado pela gestora Latache, que detém cerca de 14% do capital, pediu a substituição do conselho. A empresa contratou a consultoria Spencer Stuart no fim de 2025 para recrutar executivos para a alta direção, com preferência por nomes de fora.
A Oncoclínicas não respondeu a perguntas sobre novas mudanças na alta direção.