CVC troca R$ 370 mi em debêntures e adia vencimentos para 2029
Companhia espera reduzir em cerca de R$ 110 milhões as saídas de caixa nos próximos 12 meses com o alongamento da dívida.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Credores com 85% das debêntures aceitaram a troca; 7 dos 8 principais credores aderiram.
Juro cai de CDI + 4,5% para CDI + 3,9% ao ano, com economia de mais de R$ 4 milhões.
Alavancagem prevista abaixo de 0,5 vez o Ebitda ajustado em 2026, ante 0,9 vez um ano antes.
A CVC (CVCB3) concluiu a troca de R$ 370 milhões em debêntures por papéis com juro menor e prazo mais longo. Credores com cerca de 85% dos títulos aceitaram a proposta, segundo comunicado da companhia nesta segunda-feira (28).
A renegociação retira do caixa as amortizações que venceriam em outubro deste ano e em abril de 2027. O Times Brasil aponta redução de R$ 110 milhões nas saídas de caixa nos próximos 12 meses. Desse total, R$ 30 milhões venceriam em outubro e R$ 80 milhões em abril.
Juro cai para CDI mais 3,9% ao ano
O spread das novas debêntures, de sétima emissão, caiu para CDI mais 3,9% ao ano, ante CDI mais 4,5% nos papéis substituídos. Segundo o CFO Felipe Gomes, a diferença de 0,6 ponto deve economizar mais de R$ 4 milhões em juros.
Os novos papéis passam a vencer em duas datas:
setembro de 2027, na primeira amortização de principal;
setembro de 2029, no vencimento final.
A companhia fará ainda amortização extraordinária obrigatória de 15% da nova emissão, o equivalente a cerca de R$ 55,5 milhões em principal.
Sete dos oito principais credores aderiram, entre eles Citi, BTG Pactual (BPAC11), Leto Capital e Absolute, segundo Gomes. "A gente reestruturou, fez o que queria fazer, conseguiu baixar, conseguiu alongar", disse o CFO.
Prejuízo de R$ 114,4 milhões no semestre
A troca vem depois de a CVC reportar prejuízo líquido ajustado de R$ 114,4 milhões no primeiro semestre e dívida bruta de R$ 400,5 milhões em junho. O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 61,4 milhões no semestre, contra geração positiva de R$ 77,8 milhões um ano antes, segundo o Times Brasil.
O CFO afirma que a alavancagem deve fechar 2026 abaixo de 0,5 vez o Ebitda ajustado, o mesmo nível do segundo trimestre, ante 0,9 vez um ano antes. Gomes diz que a troca foi oportunidade, não necessidade: a empresa tinha caixa para pagar a dívida sem a operação.
Ação cai 34% no ano
O BTG Pactual manteve recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 3 em 12 meses, segundo relatório de 12 de agosto. A Fitch revisou a perspectiva do rating de positiva para estável em 15 de setembro, citando a pressão sobre o turismo e a demanda doméstica.
As ações da CVC caíam 34,09% em 2026, a R$ 1,45, até sexta-feira (25), enquanto o Ibovespa subia 14,29% no ano.
O balanço do terceiro trimestre sai em 11 de novembro, após o fechamento do pregão.