CVC cai 6,58% com crise da sócia Apex antes do balanço do 2º tri
Conselheiro indicado pela Apex deixou o conselho em 6 de agosto e a cadeira segue vaga até a escolha de um substituto.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
CVCB3 fechou a R$ 1,42, queda de 6,58%, dois dias antes da divulgação do balanço do 2º trimestre
Apex Partners integra bloco de acionistas com 15,5% do capital total da CVC, conforme levantamentos de mercado
BTG Pactual mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 3,00; Itaú BBA segue com compra e alvo de R$ 3,00
As ações da CVC (CVCB3) caíram 6,58% e fecharam a R$ 1,42 na segunda-feira (10). A queda acompanha a crise financeira da Apex Partners, gestora que integra o bloco de acionistas relevantes da companhia.
A Apex detém 15,5% do capital total da CVC. A companhia não divulgou fato relevante sobre o risco de venda dessa fatia nem sobre efeitos indiretos na liquidez das próprias ações.
Documentos arquivados na CVM mostram que fundos ligados à Apex e à BRM Carbyne formalizaram acordo de acionistas com a CVC em 2 de abril, em vigor desde 5 de maio. Uma assembleia geral extraordinária dispensou a companhia de fazer oferta pública de compra por atingimento de participação relevante. Os papéis confirmam fatia acima de 5% das ações ordinárias, mas o total de 15,5% não aparece detalhado fundo a fundo no Formulário de Referência.
Conselheiro indicado pela Apex renunciou ao conselho
Em 6 de agosto, a CVC informou que Fernando Antonio Kulnig Cinelli deixou o conselho, em documento assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Felipe Pinto Gomes. Ele havia sido eleito em maio para a cadeira do bloco ligado à Apex, que presidia até o afastamento. A vaga fica aberta até a nomeação de um substituto.
Papel saltou 13% dias antes de a crise virar pública
Em 19 de junho, a ação marcou mínima histórica perto de R$ 1,20. Em 6 de agosto, subiu mais de 13% em um pregão e foi negociada a R$ 1,55, movimento que analistas atribuíram a fatores técnicos e à proximidade do balanço trimestral.
Analistas já recomendavam neutro antes da crise
O consenso de quatro casas de análise já trazia recomendação neutra para CVCB3, com preço-alvo médio de R$ 2,70, segundo agregadores financeiros. O BTG Pactual manteve neutro e alvo de R$ 3,00 em relatório de 29 de julho. O Itaú BBA seguia com compra e o mesmo alvo em nota de março.
A defesa de Cinelli afirmou que ele está comprometido a contribuir para a preservação da companhia e de seus acionistas. "Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade", diz a nota.
A CVC divulga o balanço do segundo trimestre na quarta-feira (12).