Cosan cinde Radar em R$ 2,6 bi e deixa a bolsa de Nova York
Holding vai incorporar cerca de R$ 1,29 bilhão do patrimônio da Radar II, sem emitir ações nem diluir acionistas.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cisão da Radar envolve R$ 2,57 bi de patrimônio líquido e custo estimado de R$ 500 mil, com efeitos a partir de 1º de outubro de 2026
Dívida líquida da Cosan Corporate caiu 47% na base anual, para R$ 9,22 bilhões, com R$ 2,3 bi da oferta secundária da Compass usados em amortização
BTG vê desconto de holding de 25% e potencial de valorização de 33% para CSAN3
A Cosan (CSAN3) vai cindir uma estrutura da Radar avaliada em R$ 2,6 bilhões e deixar a bolsa de Nova York. Os dois anúncios saíram na sexta-feira (14) e integram a agenda da holding de Rubens Ometto para simplificar a estrutura e reduzir a dívida.
Para o acionista, o alvo é o desconto de holding: quem compra CSAN3 não leva Rumo (RAIL3), Compass (PASS3), Raízen (RAIZ4), Moove e Radar diretamente, mas uma estrutura que também carrega dívida e despesas corporativas. O BTG Pactual calcula e potencial de valorização de 33% se a simplificação e o corte de dívida avançarem como planejado.
desconto de 25% para CSAN3
Cisão da Radar II divide R$ 2,6 bi entre duas acionistas
A Radar II Propriedades Agrícolas, com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 2,57 bilhões, será extinta e seu patrimônio distribuído entre Cosan e Mansilla Participações, que hoje dividem a empresa quase pela metade. A holding deve incorporar R$ 1,29 bilhão, sem emissão de ações e sem diluição. O custo estimado da operação é de R$ 500 mil.
Os ativos já estavam no balanço da Cosan por equivalência patrimonial, então a cisão muda a organização das terras agrícolas, não o valor contábil. Segundo a companhia, a medida deve facilitar a monetização desse portfólio.
Dívida da holding cai 47% com oferta da Compass
A dívida líquida caiu 47% na Cosan Corporate no segundo trimestre ante igual período do ano anterior, para R$ 9,22 bilhões. A queda teve ajuda de R$ 2,3 bilhões levantados na oferta secundária da Compass e usados para amortizar dívidas.
O prejuízo líquido do trimestre ficou em R$ 320 milhões, melhora de R$ 625 milhões na base anual. A cobertura do serviço da dívida, que compara os dividendos recebidos das subsidiárias ao custo de servir a dívida da holding, estava em 0,2 vez no fim do primeiro semestre. A meta é chegar a 0,8 vez a 1,2 vez até o fim de 2026.
Para isso, a Cosan projeta receber entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,8 bilhão em dividendos no ano. No primeiro semestre, entraram R$ 434 milhões.
NYSE, Porto São Luís e troca de CFO
A companhia também vai deslistar seus ADSs da NYSE, cada um equivalente a quatro ações ordinárias, e pretende cancelar o registro na SEC. Rafael Bergman deixa a vice-presidência financeira e de relações com investidores, e José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, ex-CFO da Rumo, assume a vice-presidência em setembro.
Na venda de ativos, a Cosan avançou no negócio do Porto São Luís por R$ 300 milhões, com até R$ 50 milhões adicionais em earn-out. O terminal havia recebido R$ 720 milhões de investimento inicial em 2021.
A cisão da Radar II terá efeitos a partir de 1º de outubro de 2026, se aprovada nas assembleias necessárias.