Cosan tem R$ 5 bi em ofertas vinculantes por fatia de 15% na Rumo
Holding não confirma transação e diz que não há decisão; proposta envolve Cofco e Grupo México, enquanto Grupo Ultra deixou a disputa.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Propostas vinculantes em avaliação para parte da fatia na Rumo, sem decisão sobre a venda
Cerca de R$ 9 bilhões em dívida amortizados desde dezembro de 2025
Follow-on de R$ 10 bilhões e oferta da Compass de R$ 2,3 bilhões sustentaram a redução da alavancagem
A Cosan (CSAN3) informou nesta quinta-feira (20) que recebe propostas vinculantes de interessados em comprar parte de sua participação na Rumo (RAIL3). A holding não confirmou nenhuma transação até o momento.
A venda interessa a quem tem o papel porque o caixa novo serviria para cortar a alavancagem da Cosan, que vem renegociando a estrutura de capital desde o ano passado. A companhia contratou o BTG Pactual (BPAC11) como assessor financeiro em junho, segundo o Brazil Journal.
Venda de 15% da Rumo renderia R$ 5 bilhões
Segundo o Broadcast, do Estadão, a Cosan pretende vender cerca de 15% da Rumo, em operação estimada em R$ 5 bilhões. A holding detém pouco mais de 20% da operadora ferroviária, então uma venda parcial não obriga uma oferta pública de aquisição aos minoritários. Em dezembro do ano passado, a empresa já havia vendido 4,98% da fatia e ficado com 20,33% do capital.
Grupo Ultra sai; Cofco e Grupo México avançam
Entre os que chegaram à fase vinculante estão o Grupo México e a Cofco, que teria apresentado uma proposta conjunta com a Bunge. O Grupo Ultra teria deixado o processo antes dessa etapa por falta de consenso sobre o preço do ativo. A Inpasa afirmou à agência que "não fez proposta vinculante pelo ativo".
A Cosan disse que não há decisão sobre a transação e que manterá acionistas e o mercado informados sobre eventuais avanços.
Dívida líquida recua 47% no segundo trimestre
A empresa reduziu o endividamento com três operações, segundo o Times Brasil:
amortização de cerca de R$ 9 bilhões desde dezembro de 2025
follow-on de R$ 10 bilhões
oferta de ações da Compass (PASS3), que levantou R$ 2,3 bilhões
No segundo trimestre, a dívida líquida caiu 47% na comparação anual, para R$ 9,22 bilhões na Cosan Corporate. O prejuízo líquido foi de R$ 320 milhões, melhora de R$ 625 milhões em relação ao ano anterior.
A cobertura do serviço da dívida, que relaciona os dividendos recebidos das subsidiárias ao custo de servir a dívida da holding, estava em 0,2 vez no fim do primeiro semestre. A meta da companhia é chegar a uma faixa entre 0,8 vez e 1,2 vez até o fim de 2026.
Para isso, a Cosan recebeu R$ 434 milhões em dividendos no primeiro semestre e ainda precisa de cerca de R$ 1,1 bilhão na segunda metade do ano. Parte tem origem definida: R$ 586 milhões viriam da venda de terras agrícolas da Radar.
A S&P rebaixou a nota da Cosan de BB- para B+ em julho. A agência apontou o risco de que novas vendas de ativos enfraqueçam a diversificação do grupo e reduzam a geração de dividendos no longo prazo.