Cosan recebe propostas por 15% da Rumo que valem R$ 5 bilhões
Dívida líquida expandida da holding caiu 47% em um ano, para R$ 9,2 bilhões, antes de negociar a fatia.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Fatia de 15% da Rumo em negociação por cerca de R$ 5 bilhões
Dívida líquida expandida da Cosan caiu de R$ 17,5 bi para R$ 9,2 bi em um ano
Preço implícito atribui R$ 33,3 bi à Rumo, contra R$ 26,5 bi na Bolsa
A Cosan (CSAN3) confirmou na quinta-feira (20) que recebe propostas vinculantes por parte de sua participação na Rumo (RAIL3), mas não decidiu se vende. A fatia em negociação é de cerca de 15% da Rumo por R$ 5 bilhões, conforme apurou o Times Brasil.
Os R$ 5 bilhões equivalem a 54% da dívida líquida de R$ 9,2 bilhões que a holding tinha no fim de junho. Grupo México e a chinesa Cofco, junto com a Bunge, aparecem entre os interessados. A Cosan não confirmou o tamanho da fatia, o preço nem os compradores.
Dívida recua 47% com oferta da Compass
A holding já vinha cortando alavancagem antes de negociar a fatia. A dívida líquida expandida caiu de R$ 17,5 bilhões em junho de 2025 para R$ 9,2 bilhões em junho deste ano, queda de 47% em um ano. Frente a março, o recuo foi de 20%.
A oferta de ações da Compass (PASS3) rendeu cerca de R$ 2,3 bilhões líquidos à Cosan e ajudou a pagar dívida antecipadamente. A companhia fechou junho com R$ 7,3 bilhões em caixa e amortizou R$ 8,8 bilhões de principal no semestre.
O caixa ainda não cobre as despesas financeiras. O Índice de Cobertura do Serviço da Dívida ficou em 0,2 vez no segundo trimestre. A meta é chegar a uma faixa entre 0,8 e 1,2 vez até dezembro.
Preço implícito supera valor de Bolsa em 26%
A conta do negócio embute R$ 33,3 bilhões para a Rumo, 26% acima do valor de mercado no fechamento de sexta-feira (21). Naquele dia a ação valia R$ 14,25, o que dava à ferroviária R$ 26,5 bilhões.
Se os 15% saírem da posição direta, a participação da Cosan cairia para 5,33%. Hoje ela soma 20,33% das ações. A empresa mantém ainda exposição econômica a 9,94% do capital via derivativos.
Essa estrutura vem de dezembro de 2025, quando a holding vendeu 184,7 milhões de ações e contratou dois total return swaps. As operações renderam R$ 2,793 bilhões líquidos, e os contratos vencem em janeiro de 2027.
A Cosan projeta elevar o ICSD para a faixa de 0,8 a 1,2 vez até dezembro, com menos despesa financeira e mais dividendos das investidas.