Cosan levanta R$ 5,5 bi em ativos e busca R$ 10 bi para cortar dívida
Companhia perdeu o controle da Raízen ao não entrar na recuperação extrajudicial da joint venture com a Shell.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Meta: R$ 10 bi em vendas de ativos até maio de 2027; R$ 5,5 bi já arrecadados
Venda de 20,33% da Rumo pode render R$ 5 bi, com propostas em agosto
Dívida líquida corporativa subiu para R$ 11,5 bi no 1T26; cobertura de juros em 0,4x
A Cosan arrecadou cerca de R$ 5,5 bilhões com vendas de ativos desde dezembro, metade da meta de R$ 10 bilhões para reequilibrar as contas. A holding de Rubens Ometto quer equalizar a dívida em 18 meses, até maio de 2027.
Para quem tem a ação (CSAN3), o prazo é o que pesa. Quanto mais a reestruturação demora, mais caro fica o endividamento e mais ativos precisam ser vendidos. O relógio começou a correr em novembro de 2025, quando terminou a segunda oferta da capitalização que trouxe BTG Pactual (BPAC11) e Perfin ao bloco de controle.
Compass e swap adiantam R$ 5,8 bi
Pelo menos R$ 3 bilhões vieram do IPO da Compass (PASS3), em maio, e da venda de 12% do portfólio de terras da Radar em junho. Outros R$ 2,8 bilhões a Cosan levantou no fim de 2025 com um total return swap envolvendo 9,94% da fatia na Rumo.
Rumo deve render R$ 5 bi em agosto
A Cosan detém 20,33% da Rumo (RAIL3) diretamente e vende essa fatia, com propostas vinculantes previstas para agosto. Há oito interessados, entre eles Bunge, Cofco e Inpasa. A expectativa é negociar os papéis com valor de mercado de R$ 25 bilhões, o que daria cerca de R$ 5 bilhões à holding.
Dívida cai e volta a subir no 1º trimestre
A dívida líquida corporativa estava em R$ 18,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Caiu para R$ 9,8 bilhões no trimestre seguinte e voltou a R$ 11,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O índice de cobertura recuou para 0,4 vez, um terço do nível de um ano antes.
A Cosan também não entrou na recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4) e perdeu o controle da joint venture com a Shell. A aposta frustrada na Vale (VALE3) já havia deixado prejuízo estimado de R$ 7,5 bilhões.
Em teleconferência de maio, o CEO Marcelo Martins disse que seria razoável imaginar a Cosan deixando de existir em três a cinco anos, e as ações caíram cerca de 5%. Cinco dias depois, Ometto rebateu: "A Cosan não vai acabar, absolutamente". Ometto preside o conselho até 2031, quando completa 81 anos, limite de três mandatos no acordo com os novos sócios.