Azul sai do Chapter 11 e corta US$ 2,5 bilhões em dívida e leasing
Papel fechou em alta de 60%, a R$ 230,01, após dois leilões na B3 e uma queda de 50% na véspera.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 4 veículos. Como fazemos
Em resumo
Redução de US$ 2,5 bilhões em dívidas e arrendamentos
Processo no Chapter 11 durou menos de nove meses
Operação manteve cerca de 800 voos diários e 32 milhões de clientes em 2025
A Azul saiu nesta sexta-feira (20) da recuperação judicial nos Estados Unidos e cortou US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. O processo durou menos de nove meses e terminou após o pagamento integral do financiamento DIP e a liquidação da oferta de ações anunciada em 3 de fevereiro.
Juros anuais caem mais de 50% com a dívida menor
A reestruturação enxuga a despesa financeira que consome o caixa de uma aérea. A companhia lista os efeitos do plano:
redução de cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos
queda próxima de 40% nas obrigações de arrendamento
corte de mais de 50% nos pagamentos anuais de juros
alavancagem líquida proforma abaixo de 2,5 vezes
O plano de reorganização foi homologado em 19 de dezembro de 2025, segundo o Times Brasil. O pedido de proteção havia sido protocolado em 28 de maio de 2025, em Nova York.
A oferta de saída foi liquidada e o grupamento de ações aprovado em 12 de fevereiro. Com isso, o capital social passou a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações ordinárias, informou a empresa em comunicado ao mercado reproduzido pelo InfoMoney. O total pode chegar a 62,2 trilhões se as três séries de bônus de subscrição forem exercidas.
Ação fecha em alta de 60% após dois leilões na B3
Os papéis fecharam em alta de 60%, a R$ 230,01, segundo o Seu Dinheiro. Foram dois leilões acionados por oscilação máxima na B3. Na véspera, a ação havia caído 50% com a reação do mercado à oferta pública primária.
A companhia levantou US$ 1,375 bilhão em notas seniores e US$ 950 milhões em compromissos de equity. "Geraremos caixa em 2026. Geraremos caixa em 2027. Esse é o plano", disse o CEO John Rodgerson à Bloomberg, em entrevista reproduzida pelo InvestNews.
A Azul manteve cerca de 800 voos diários durante o processo e transportou 32 milhões de clientes em 2025. A empresa planeja voos em codeshare com United Airlines e American Airlines, que passam a acessar mais de 100 destinos brasileiros, e ainda vai receber novas aeronaves da Airbus e da Embraer (EMBJ3).