Em resumo
- USTR fixou 15 de julho como prazo para definir sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras.
- Brasil argumenta que EUA têm superávit comercial e tarifa média brasileira de 2,7%.
- Taxação adicional de 10% a 12,5% a cerca de 60 países é vista como estrutural e fora da negociação bilateral.
O governo brasileiro tenta fechar acordo com os EUA até 15 de julho para evitar tarifa de 25% sobre produtos do país. O USTR, órgão comercial da Casa Branca, recomendou a tarifa após investigação da Seção 301.
Para quem tem ações de exportadoras ou títulos públicos, o prazo define o custo de entrada de produtos brasileiros no mercado americano. A tarifa de 25% encarece esses produtos e reduz a competitividade das empresas que vendem aos EUA.
Prazo inicial termina neste domingo (7)
O prazo de 30 dias acertado após o encontro entre Lula e Donald Trump em Washington termina neste domingo (7). O USTR fixou 15 de julho como novo limite, que pode ser prorrogado.
Brasília argumenta que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e que a tarifa média brasileira sobre importações americanas é de 2,7%. Para o governo, esse número não sustenta a tese de que empresas americanas enfrentam barreiras relevantes no Brasil.
Pix fica fora da negociação com Washington
A investigação da Seção 301, que autoriza Washington a retaliar práticas comerciais consideradas injustas, aponta críticas ao Pix como obstáculo para empresas americanas do setor financeiro. O governo rejeita os argumentos e os classifica como ilegítimos e tentativa de ingerência em assuntos internos.
As conversas brasileiras se restringem ao campo tarifário e comercial. Pix e terras-raras ficam fora da pauta neste momento, segundo o Times Brasil.
Entre os entraves, os EUA conduzem várias rodadas tarifárias com outros países e estão envolvidos no conflito no Oriente Médio. As demandas americanas são amplas e multissetoriais.
Taxa extra de 10% a 12,5% é vista como estrutural
O governo vê a taxação adicional imposta a cerca de 60 países como medida estrutural sem negociação bilateral. A alíquota fica entre 10% e 12,5%.
O argumento é que ela foi desenhada para recompor as tarifas anteriores derrubadas pela Suprema Corte americana. Por incluir aliados como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, a medida teria caráter sistêmico, não de punição individual.
Lula e Trump podem se encontrar na França, entre 15 e 17 de junho, mas não há confirmação de reunião bilateral no G7.
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