EUA decidem até 15 de julho se impõem tarifa de 25% ao Brasil
Audiência nesta segunda-feira abre reta final de negociação, e o mercado avalia risco para câmbio, frete e inflação.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Prazo legal para decisão dos EUA sobre a tarifa adicional de 25% termina em 15 de julho.
EUA foram o segundo maior destino das exportações brasileiras em 2025, com US$ 37,7 bilhões.
Focus de 30 de junho projeta IPCA de 5,33% e Selic de 14% no fim de 2026.
Os Estados Unidos têm até 15 de julho para decidir se impõem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A audiência marcada para esta segunda-feira (6) abre a reta final das negociações, e as conversas ainda não chegaram a um acordo, segundo o Times Brasil.
Para quem tem exposição a exportadoras, o risco não está só na receita perdida. Os EUA são o segundo maior destino das vendas externas brasileiras, com exportações de US$ 37,7 bilhões em 2025. Uma tarifa de 25% pode encarecer produtos e pressionar câmbio, frete e inflação.
Investigação mira Pix e etanol em seis frentes
A investigação da Seção 301, aberta por Trump em julho de 2025, concluiu que políticas brasileiras são irrazoáveis e restringem o comércio americano em seis eixos. Entre eles estão comércio digital e Pix, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
A proposta prevê exceções para carne bovina, café, terras raras, energia e peças de aeronaves. O representante comercial americano Jamieson Greer disse que aguarda "a continuação do diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho de 2026". O governo brasileiro rejeitou formalmente a tarifa, mas manteve o canal de negociação.
Déficit dos EUA saltou para US$ 476,4 bilhões
Um relatório da Análise Econômica lembra que a corrida às importações antes do Liberation Day, em 2 de abril de 2025, elevou o déficit comercial dos EUA. O déficit foi de US$ 270,7 bilhões no primeiro trimestre de 2024. No primeiro trimestre do ano seguinte, o déficit saltou para US$ 476,4 bilhões, alta de cerca de 69%.
O mercado avalia se a nova tarifa pode repetir esse movimento, com gargalos nos portos, frete mais caro e pressão inflacionária. Para o Brasil, há um segundo canal de transmissão, o Fed. A Análise Econômica aponta que a guerra comercial torna a política monetária americana mais complexa.
Com inflação pressionada pelas tarifas e economia aquecida, o Fed pode adiar cortes de juros ou elevar a taxa básica. Isso afeta o câmbio brasileiro e o fluxo de capital para emergentes.
Focus mantém inflação em 5,33% para 2026
O Boletim Focus manteve a projeção de inflação para 2026 em 5,33%. A expectativa para a Selic em 14% no fim do ano também segue igual. O relatório foi divulgado em 30 de junho.
Os números ainda não mostram prêmio explícito para um choque tarifário de 25%, segundo o Times Brasil. Dependendo do desfecho das negociações, esse fator pode ganhar peso no segundo semestre.