Vale planeja dobrar cobre até 2035 com Capex autofinanciado
CEO Gustavo Pimenta diz que a unidade de metais básicos financia a expansão e busca sócio para Hu’u, na Indonésia.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Cobre: meta de 350 mil para 700 mil t/ano até 2035
S11D: C1 abaixo de US$ 15/t ante média global de US$ 21/t em 2025
Ações caem 8,6% no mês; BBI vê 4,8x EV/Ebitda para 2026
O CEO da Vale (VALE3), Gustavo Pimenta, detalhou a analistas plano para dobrar a produção de cobre até 2035. A meta é sair de 350 mil para 700 mil toneladas anuais.
A apuração do InfoMoney reuniu relatórios de Bradesco BBI, JPMorgan, Morgan Stanley, Itaú BBA e XP e mostrou que o plano foi apresentado depois de uma queda de 8,6% no mês e de 11% desde o fim de fevereiro. O Bradesco BBI viu no recuo uma chance de entrada atraente, com a Vale negociando a 4,8 vezes EV/Ebitda para 2026. O JPMorgan afirma que a mineradora vive seu melhor momento operacional e consegue crescer e remunerar o acionista ao mesmo tempo.
A abertura de capital da unidade de metais básicos não é prioridade imediata, segundo Itaú BBA, Morgan Stanley e Bradesco BBI, e o Itaú BBA diz que a Vale não busca um IPO apenas para destravar valor. O Morgan Stanley vê a operação como opcionalidade futura caso haja necessidade de caixa. O Bradesco BBI afirma que comprar outras mineradoras agora seria dilutivo.
Cobre deve saltar para 700 mil toneladas até 2035
A ambição da divisão de metais básicos é dobrar a produção de cobre até 2035. O projeto Bacaba está em construção, e novas expansões em Carajás devem ser aprovadas em 2026, com investimentos pesados a partir de 2027. Em Hu’u, na Indonésia, o potencial é de 300 mil a 350 mil toneladas ao ano, mas a Vale busca um sócio estratégico para o projeto, segundo o Bradesco BBI.
Níquel busca breakeven de US$ 15 mil por tonelada
No níquel, a estratégia é de blindagem para enfrentar a oferta da Indonésia, com meta de breakeven de Ebitda de US$ 15 mil por tonelada. O JPMorgan diz que o fluxo de caixa livre sustenta a expansão sem comprometer dividendos e mantém a meta de dívida líquida expandida em cerca de US$ 15 bilhões.
O Capex de metais básicos é autofinanciado, com US$ 3,5 bilhões até 2030. Outros US$ 1,5 bilhão vão até meados da década de 2030. Nenhuma transação de grande porte está sendo considerada.
S11D tem custo abaixo de US$ 15 por tonelada
No minério de ferro, o S11D tem custo C1 abaixo de US$ 15 por tonelada. A média global em 2025 é de cerca de US$ 21 por tonelada. O novo britador soma 20 milhões de toneladas de capacidade até o fim do ano.
O chamado Decreto de Cavidades, se aprovado, pode reduzir o C1 em US$ 1 a US$ 2 por tonelada na Serra Norte. A linha férrea duplicada em Carajás cumpre requisitos do Ibama e do MPF, com concessão até 2057. A Vale protegeu acima de 80% das necessidades de frete marítimo; segundo o Itaú BBA, isso neutralizou uma alta de US$ 20 no barril de Brent com avanço de US$ 5 na tonelada do minério.