Em resumo
- Minério de ferro: 335 mi t em 2025, até 345 mi t em 2026 e cerca de 360 mi t em 2030
- Cobre: 350-380 mil t em 2026 e 420-500 mil t em 2030; níquel: 175-200 mil t em 2026
- CAPEX total de US$ 5,4-5,7 bi em 2026, com US$ 4 bi em Soluções de Minério de Ferro
A Vale projeta produzir até 345 milhões de toneladas em 2026 de minério de ferro, alta de até 3% sobre 2025. As metas foram apresentadas nesta terça-feira (2) a acionistas e investidores, em evento da mineradora em Londres.
A projeção para o ano que vem ficou abaixo da meta anterior, de 340 milhões a 360 milhões de toneladas, aponta a InvestNews. Para este ano, a estimativa é de cerca de 335 milhões de toneladas, no topo do intervalo que a companhia havia guiado, segundo o InfoMoney.
A mineradora tenta retomar a liderança global do minério de ferro, superando a Rio Tinto (RIOT34). O volume previsto para 2030 segue em cerca de 360 milhões de toneladas.
Custo caixa cai para US$ 20 a US$ 21,50 por tonelada
O custo caixa C1 do minério de ferro foi estimado entre US$ 20 e US$ 21,50 por tonelada em 2026. Em 2025, a Vale trabalha com US$ 21,3 por tonelada.
A produção adicional virá de expansões já licenciadas. O Serra Sul+20, em Carajás, acrescenta 20 milhões de toneladas anuais a partir do segundo semestre de 2026, com custo C1 de US$ 14 por tonelada.
Cobre avança para 500 mil toneladas em 2030
O cobre deve sair de cerca de 370 mil toneladas em 2025 para 350 mil a 380 mil em 2026. A meta para 2030 é de 420 mil a 500 mil toneladas. Em 2035, a projeção chega a cerca de 700 mil toneladas.
O níquel deve ficar em 175 mil a 200 mil toneladas em 2026. Para 2030, a faixa projetada é de 210 mil a 250 mil toneladas.
As fontes divergem sobre o custo all-in dos metais básicos. A Suno informa cobre entre US$ 1.000 e US$ 1.200 por tonelada e níquel entre US$ 13.000 e US$ 15.000. O Times Brasil traz cobre de US$ 1.000 a US$ 1.500 e níquel de US$ 12.000 a US$ 13.500.
A Vale Base Metals e a Glencore assinaram acordo para avaliar um projeto conjunto de cobre em propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury, no Canadá.
Desembolsos com barragens somam US$ 2,6 bilhões em 2026
O investimento de capital previsto é de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026. O valor fica próximo dos US$ 5,5 bilhões de 2025, com US$ 1,1 bilhão voltado a crescimento. Os gastos ligados a Brumadinho e Mariana somam US$ 2,6 bilhões em 2026 e recuam depois:
- US$ 1,9 bilhão em 2027
- US$ 1,3 bilhão em 2028
- US$ 1,5 bilhão em 2029
O CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, disse que a divisão de níquel não pode ser subsidiada e precisa atingir sustentabilidade financeira até o fim de 2027. Sobre um IPO da unidade, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que "pode ser um caminho, mas não é objetivo".
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