Votorantim, Huaxin e Polimix oferecem R$ 11 bi cada pela divisão de cimento da CSN
Propostas ficaram abaixo dos R$ 15 bilhões pretendidos pela companhia, que busca reduzir dívida líquida de R$ 42,1 bilhões.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Huaxin, Votorantim e Polimix fizeram ofertas vinculantes de cerca de R$ 11 bi cada pela CSN Cimentos.
CSN teve prejuízo líquido ajustado de R$ 773 mi no último trimestre e dívida líquida de R$ 42,1 bi em 30/06.
Bonds da CSN subiram cerca de 5% desde a nomeação de Schvartsman como CEO em 2/09.
Votorantim, Huaxin e Polimix fizeram ofertas de R$ 11 bilhões cada pela unidade de cimento da CSN (CSNA3). Um acordo pode ser anunciado nas próximas semanas, segundo pessoas ouvidas pela Bloomberg.
As propostas vinculantes ficaram abaixo dos R$ 15 bilhões que a CSN pretendia, mas a companhia pode aceitar menos, dizem as fontes. A venda é a principal via para cortar a dívida líquida de R$ 42,1 bilhões, que chegou a 3,5 vezes o Ebitda em 30 de junho.
A unidade de cimento foi dada como garantia a bancos em um empréstimo de pelo menos US$ 1,2 bilhão concedido em março.
Títulos sobem 5% após anúncio de Schvartsman
Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, foi anunciado como CEO em 2 de setembro, com Benjamin Steinbruch mantido na presidência do conselho. Os títulos da CSN em dólar renderam cerca de 5% desde então, enquanto um índice amplo de dívida corporativa de mercados emergentes caiu 0,5%.
“É uma mudança simbólica positiva”, disse Nicolas Giannone, analista da Balanz. No ano, porém, esses papéis ainda acumulam perda média de 11,2%.
CSN acumula dez trimestres de prejuízo
No último trimestre, a CSN teve prejuízo líquido ajustado de R$ 773 milhões, o décimo consecutivo. O resultado negativo foi seis vezes maior que o registrado um ano antes.
A companhia também recebe ofertas por ativos de infraestrutura e pode vendê-los separadamente, em vez de negociar uma participação minoritária no negócio inteiro, como queria no início.
Itochu avalia ampliar fatia na CSN Mineração
Acionistas da CSN Mineração (CMIN3) estudam comprar mais ações por meio da holding controladora, aproveitando os preços baixos, segundo as fontes. A Itochu detém 10,85% da mineradora, e sua subsidiária Japão Brasil tem 9,35%.
A japonesa comprou a primeira fatia em 2024 por R$ 4,42 bilhões. A CSN também negocia a venda da Stahlwerk Thuringen, siderúrgica alemã que comprou em 2012 por US$ 634 milhões.