Tarifa de 25% dos EUA atinge 31% das exportações brasileiras, diz consultoria
São Paulo concentra US$ 5,28 bilhões em vendas ao mercado americano sujeitas à alíquota, 39,8% do total exportado pelo estado.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
31% das exportações aos EUA, ou US$ 11,7 bi de US$ 37,7 bi, sujeitas à tarifa
Indústria de transformação representa 94,1% do valor afetado
54% dos itens tarifados são de média-alta e alta tecnologia
A tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros deve atingir 31% das exportações ao mercado americano, estima a Integra Associados. O valor sujeito à alíquota soma US$ 11,7 bilhões sujeitos à alíquota, de um total de US$ 37,7 bilhões vendidos aos EUA no ano passado.
O impacto recai sobre empresas e cadeias com alta dependência do mercado americano, porque a tarifa encarece o produto brasileiro nos EUA e pressiona receitas, margens e fluxo de caixa. Os EUA responderam por 10,8% das exportações brasileiras em 2025.
Indústria de transformação responde por 94,1% do valor tarifado
A indústria de transformação concentra 94,1% do valor exportado que ficará sujeito à tarifa adicional. Máquinas e equipamentos lideram o volume financeiro, à frente de manufaturados de madeira, armamentos, motores e químicos.
Cerca de 1.700 produtos entraram na lista de exceções, e setores como aço, alumínio, cobre e automóveis já pagam outras tarifas, as da Seção 232. Dos itens afetados, 54% estão em segmentos de média-alta e alta tecnologia, foco diferente da rodada de 2025, que atingiu sobretudo bens agropecuários e matérias-primas.
São Paulo tem US$ 5,28 bilhões expostos
São Paulo lidera a exposição em valor absoluto, com US$ 5,28 bilhões sujeitos à nova alíquota, ou 39,8% das exportações do estado aos EUA. Pneus, motores elétricos e produtos químicos estão entre os itens mais afetados.
Santa Catarina e Rio Grande do Sul vêm em seguida em volume, com madeira e motores no primeiro e armamentos, madeira e calçados no segundo. Na dependência relativa, Santa Catarina, Paraíba, Alagoas e São Paulo são os mais vulneráveis.
Petróleo, café e carne bovina ficam fora da tarifa
Petróleo, café, carne bovina, celulose e suco de laranja permanecem isentos da nova rodada. A Integra avalia que os efeitos macroeconômicos tendem a ser limitados, já que a corrente de comércio equivale a cerca de 27% do PIB.
Efeitos indiretos podem atingir logística, transporte e operações portuárias se o volume embarcado aos EUA recuar.