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Suzano lucra R$ 1,81 bilhão no 2º tri, 64% menos que um ano antes
Receita recua 13% com menor volume de celulose e real valorizado, mas Ebitda sobe 3% frente ao primeiro trimestre.
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Receita recua 13% com menor volume de celulose e real valorizado, mas Ebitda sobe 3% frente ao primeiro trimestre.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
A Suzano (SUZB3) fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,81 bilhão, queda de 64% sobre os R$ 5,01 bilhões de um ano antes. Frente ao primeiro trimestre, quando lucrou R$ 4,31 bilhões, o recuo foi de 58%, segundo o Times Brasil.
O resultado veio de receita menor, custo de produção mais alto e piora do resultado financeiro. A receita líquida somou R$ 11,59 bilhões, 13% abaixo do 2T25, mas 6% acima do trimestre anterior. O dólar médio 11% mais fraco ante o real reduziu o valor em reais das vendas externas, que respondem por 80% do faturamento.
O Ebitda ajustado caiu 23% na comparação anual, para R$ 4,71 bilhões, com margem de 41% ante 46%. Na comparação com o 1T26, o indicador subiu 3%, puxado por preços maiores de celulose e volumes melhores.
A celulose respondeu por 76% da receita. A Suzano vendeu 2,90 milhões de toneladas, 11% menos que um ano antes, com menos embarques para a Ásia. O preço líquido médio no mercado externo subiu 8% em dólar, para US$ 601 por tonelada.
A receita do segmento caiu 15%, para R$ 8,76 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 22%, para R$ 4,18 bilhões. A margem passou de 52% para 48%. O custo caixa de produção, sem paradas, ficou em R$ 843 por tonelada, 1% maior, com pressão de gás natural, madeira e logística ligada ao conflito no Oriente Médio.
No papel, as vendas de 406 mil toneladas ficaram estáveis, mas a receita caiu 6%, para R$ 2,83 bilhões. O Ebitda do segmento recuou 27%, para R$ 521 milhões, e a margem caiu de 24% para 18%.
A dívida líquida terminou junho em R$ 66,09 bilhões, 7% menor que um ano antes e 3% abaixo do trimestre anterior. A alavancagem, porém, subiu para 3,3 vezes em reais e 3,4 vezes em dólares, contra 3,0 e 3,1 vezes, porque o Ebitda dos últimos 12 meses encolheu.
O fluxo de caixa livre ajustado chegou a R$ 3,3 bilhões, alta de 27%, com investimentos de R$ 2,54 bilhões, 20% menores. Caixa e aplicações somaram R$ 26,6 bilhões, e a liquidez imediata, com a linha de crédito rotativo de R$ 9,2 bilhões, ficou em R$ 35,8 bilhões. O ROIC de 10,3% nos últimos 12 meses ficou 2,8 pontos percentuais abaixo do apurado um ano antes.
Depois do fechamento do trimestre, a Suzano concluiu em julho a compra de 51% da joint venture de produtos tissue com a Kimberly-Clark, por US$ 1,3 bilhão. A operação amplia a atuação em itens de maior valor agregado e no mercado internacional.
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