Simpar perde recomendação de compra do JPMorgan com alvo a R$ 12
Banco vê desconto da holding de só 10% ante ativos, abaixo da média histórica de 20%, e mantém JSL como preferida do grupo.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Simpar: recomendação cortada de overweight para neutra; preço-alvo de R$ 14,50 para R$ 12
SIMH3 caía 1,29%, a R$ 7,65, às 11h10
JSL mantida overweight, alvo de R$ 11 para R$ 10; Movida neutra, alvo de R$ 12,50 para R$ 12; VAMOS overweight, alvo de R$ 6 para R$ 5
O JPMorgan rebaixou a Simpar para neutra (SIMH3) e cortou o preço-alvo de R$ 14,50 para R$ 12. O banco citou o valuation da holding como motivo da mudança.
O desconto da holding em relação ao valor dos ativos está em cerca de 10%, abaixo da média histórica de 20%. Fica também aquém da estimativa de valor justo do modelo do banco, de 25%. Na avaliação do JPMorgan, nem uma eventual venda da CS Infra Ports resolveria essa diferença.
Desconto de 10% fica abaixo do modelo
A alavancagem no nível da holding caiu para R$ 1,2 bilhão após o aumento de capital, ante R$ 4 bilhões em meados de 2023. O banco reconhece o esforço da gestão, mas aponta a economia como fonte de pressão, com cortes de juros mais lentos e as eleições de outubro no Brasil pesando sobre o apetite do mercado.
A revisão das premissas de custo de capital para as quatro empresas do grupo reduziu os preços-alvo para dezembro de 2026 em 12%. Às 11h10, as ações da Simpar caíam 1,29%, a R$ 7,65.
JSL segue como preferida, com potencial de 80%
Dentro do grupo, o JPMorgan mantém preferência por JSL (JSLG3), com recomendação overweight e potencial de valorização acima de 80%. O banco cortou o preço-alvo para dezembro de 2026 de R$ 11 para R$ 10.
A companhia negocia a 3,7 vezes EV/EBITDA projetado para 12 meses, abaixo da média histórica de 4,5 vezes. O JPMorgan espera crescimento de receita no restante de 2026, apoiado nos três segmentos, e aponta a baixa liquidez das ações como principal ponto de atenção.
Vamos mantém overweight e alvo cai para R$ 5
Para a Vamos (VAMO3), o banco manteve recomendação overweight e reduziu o preço-alvo de R$ 6 para R$ 5. Já a Movida (MOVI3) segue com recomendação neutra, com alvo cortado de R$ 12,50 para R$ 12,00. Para as duas, o custo de capital estimado subiu para 15,75%.