Alavancagem da Simpar cai a 2,8x o EBITDA, menor nível desde o IPO
Receita de serviços avançou 14%, para R$ 9,5 bilhões, com EBITDA ajustado de R$ 3,4 bilhões e margem de 30,1% no trimestre.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Lucro líquido contábil dos controladores ainda negativo em R$ 189,5 milhões no trimestre
Receita de serviços avançou 14% a/a, para R$ 9,5 bilhões
Movida teve EBITDA recorde de R$ 1,7 bilhão (+22,3%) e lucro de R$ 135,6 milhões; Vamos lucrou R$ 101,0 milhões (+21,8%)
A Simpar (SIMH3) teve lucro ajustado de R$ 52 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo prejuízo ajustado de R$ 42 milhões no 2T25. O resultado cresceu 13,9% sobre o primeiro trimestre.
Na visão contábil, o lucro dos controladores ficou negativo em R$ 189,5 milhões. O número inclui a marcação a mercado de derivativos ligados ao aumento de capital, sem efeito no caixa. Descontado esse item, o lucro consolidado das operações continuadas somou R$ 26,5 milhões.
Dívida líquida cai para 2,8x o EBITDA, ante 3,6x um ano antes, o menor nível desde o IPO de 2010. A estrutura de capital do grupo cresceu R$ 6,9 bilhões em 12 meses, somando monetizações de ativos e aportes.
Na holding, a dívida líquida recuou 53%, para R$ 1,4 bilhão. O caixa de R$ 4,6 bilhões cobre vencimentos até meados de 2031, e a recompra já alcançou 35% da dívida bruta de R$ 1 bilhão.
O CFO Denys Ferrez afirma que a soma das dívidas das controladas não deveria ser lida como risco adicional. "Deveria ser um colchão adicional e não um risco que você soma tudo", diz.
Receita de serviços sobe 14%, para R$ 9,5 bi
A receita bruta consolidada somou R$ 12,4 bilhões, alta de 10% sobre o 2T25. A receita de serviços, métrica prioritária do grupo, avançou 14%, para R$ 9,5 bilhões.
O EBITDA ajustado chegou a R$ 3,4 bilhões, 16% mais, com margem de 30,1%. O ROIC produtivo ficou em 14,0% nos últimos 12 meses, 1,9 ponto acima do custo de capital de terceiros.
Movida lucra R$ 135,6 mi e projeta até R$ 140 mi no 3T26
JSL: receita bruta de serviços de R$ 2,9 bilhões, 6,3% mais, e alavancagem de 2,7x.
Movida: EBITDA recorde de R$ 1,7 bilhão, alta de 22,3%, e lucro de R$ 135,6 milhões.
Vamos: lucro de R$ 101,0 milhões, 21,8% mais, com ocupação da frota em 89%.
Automob: vendas de veículos leves subiram 14,3% e as de caminhões e ônibus, 17,6%.
CS Infra: receita líquida de serviços de R$ 86,7 milhões, salto de 222,6%.
Em maio, a companhia concluiu aumentos de capital de R$ 3,0 bilhões na Simpar, Movida e Vamos, com ancoragem da JSP Holding e do BNDESPar. O BNDESPar também exerceu opção de compra de 5% da JSL.
A venda da CS Porto Aratu, anunciada em julho por Enterprise Value de R$ 1,8 bilhão, ainda não entrou no balanço do trimestre.
A Movida projeta lucro entre R$ 130 mi e R$ 140 mi no 3T26. A Vamos reiterou guidance de EBITDA de R$ 3,75 bilhões a R$ 4,0 bilhões para 2026.