Serviços param em julho e economistas veem espaço para novo corte da Selic
Inter projeta Selic a 13,25% em dezembro; XP estima receita do setor de serviços em alta de 2,0% em 2026.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Serviços: 0,0% em julho, 2,4% em 12 meses e 1,9% no acumulado do ano
Serviços de informação e comunicação caíram 2,5% no mês; TI recuou 3,0%
Inter projeta Selic a 13,25% em dezembro; PicPay vê 13,50%
O volume de serviços no Brasil ficou parado em julho, com variação de 0,0%, depois de subir 0,1% no mês anterior. Segundo economistas consultados pelo InfoMoney, o resultado confirma a desaceleração da economia e sustenta a expectativa de novos cortes da Selic, hoje em 14% ao ano.
Quem tem dinheiro em renda fixa ou em ação acompanha o dado porque ele mexe com a inflação de serviços, apontada pelo Banco Central como principal risco de alta. Atividade mais fraca reduz a pressão sobre os preços e dá margem ao Copom para cortar juros.
Inter projeta Selic a 13,25% em dezembro
André Valério, economista sênior do Inter, espera corte de 25 pontos-base em setembro e novas reduções nas reuniões restantes do ano, com a Selic a 13,25% em dezembro. A alta de 2,4% dos serviços em 12 meses até julho é a menor desde setembro de 2024, segundo ele.
"Na nossa visão, esse movimento deve persistir pelos próximos meses, entrando em 2027", afirmou. O PicPay mantém projeção de Selic a 13,50% no fim do ano e de PIB de 1,70% em 2026.
Informação e comunicação recuam 2,5% no mês
Na abertura da pesquisa, quatro dos cinco grandes segmentos subiram na comparação com junho. Os serviços de informação e comunicação caíram 2,5%, depois de liderar o setor ao longo do ano, na leitura da XP. Serviços de TI recuaram 3,0% e audiovisuais, 3,7%.
A XP trata o recuo como ajuste parcial, não como ponto de inflexão: o grupo ainda cresceu 4,6% em 12 meses. A casa projeta receita total do setor em alta de 2,0% em 2026, depois de 2,9% em 2025.
Faturamento sobe 7,1% e volume, 0,9%
A distância entre receita de 7,1% e volume de 0,9% em 12 meses explica a leitura de André Matos, da MA7 Capital: quase R$ 9 de cada R$ 10 de aumento no faturamento vieram de preço, não de mais serviços prestados. O volume acumula alta de 1,9% no ano, já sem o efeito da inflação.
O setor opera 0,2% abaixo do topo histórico, mas a média móvel do trimestre ficou zerada, com quatro das cinco atividades em queda. Para a XP, o PIB do terceiro trimestre cresce 0,0% ante o segundo; a ASA projeta +0,2%.