Raízen põe distribuição de combustíveis à venda e dá à Shell menos de 20%
Credores vão converter dívida em ações e ficar com mais de 80% do capital; assembleia vota a reestruturação na sexta-feira (30).
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Credores converterão dívida em ações e terão mais de 80% do capital da Raízen
Shell ficará com participação inferior a 20% na unidade de distribuição de combustíveis
Acordo fiscal com PGFN e Receita regulariza R$ 22,4 bilhões, com R$ 2,5 bilhões à vista
A Raízen vai vender parte de sua divisão de distribuição de combustíveis e dar à Shell uma fatia de menos de 20% da unidade. O anúncio da busca por sócio sai depois da assembleia que vota as etapas finais da reestruturação.
Para quem tem RAIZ4, a operação redesenha o que resta ao acionista. Credores aceitaram converter dívida em ações e vão ficar com mais de 80% do capital da companhia. A venda de participação na distribuição só ocorre depois dessa conversão, segundo pessoas ouvidas pelo InvestNews. A Raízen é controlada em conjunto por Shell e Cosan (CSAN3).
Shell terá menos de 20% e cláusula de 25%
A petroleira ficará com uma fatia minoritária na unidade que opera os postos Shell e poderá opinar na escolha do sócio. A proposta em votação traz uma poison pill, mecanismo de proteção contra mudança de controle: se outro acionista passar de 25% da distribuição, terá de fazer oferta pública pelas ações restantes. O negócio de açúcar e etanol terá proteção parecida, acionada a partir de 20%.
O atual CFO assume a distribuição
O atual CFO, Lorival Luz, assume a distribuição como CEO. Ele negociou pessoalmente com os credores durante a reestruturação. No conselho da unidade de combustíveis, Sam Aguirre, da FTI Consulting, será presidente.
A produção de açúcar e etanol vira outra empresa, comandada por Geovane Consul, que já era vice-presidente das usinas. Julio Piza presidirá o conselho dessa divisão.
Acordo de R$ 22,4 bilhões com a União
No início da semana, a Raízen fechou acordo de R$ 22,4 bilhões com a União para resolver passivos fiscais com a PGFN e a Receita Federal. O pagamento à vista será de R$ 2,5 bilhões. Em março, a companhia já havia acertado com credores a reestruturação de cerca de R$ 65 bilhões em dívidas fora da Justiça.
A Raízen também informou geração de caixa operacional positiva entre abril e junho. Os acionistas se reúnem nesta sexta-feira (30) para votar as etapas finais da reorganização.