Raízen separa distribuição do etanol e fica com 1.256 lojas Shell
A futura Raízen S.A. poderá buscar capital com uma oferta pública secundária de ações, e a conclusão da separação depende do plano de recuperação extrajudicial.
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Em resumo
Acionistas aprovaram em outubro de 2026 a separação em duas companhias abertas independentes.
Raízen S.A. ficará com distribuição e lubrificantes Shell; Raízen Energia, com açúcar, etanol e bioenergia.
Em setembro de 2025, com o fim da sociedade com a FEMSA, a Raízen ficou com 1.256 lojas Shell Select e Shell Café.
Os acionistas da Raízen (RAIZ4) aprovaram em outubro de 2026 a divisão do grupo em duas companhias abertas independentes. Uma delas fica com a distribuição de combustíveis e lubrificantes; a outra, com açúcar, etanol e bioenergia.
A separação muda o que o acionista tem na mão. A ação RAIZ4 reúne hoje postos Shell, terminais de combustíveis e usinas de açúcar e etanol, e as duas operações passarão a ter administração e estratégia financeira próprias, segundo o Times Brasil.
Raízen S.A. fica com os postos Shell
A futura Raízen S.A. concentra a venda de combustíveis e lubrificantes licenciados da marca Shell, em postos operados por revendedores parceiros. A mesma operação abastece transportadoras, indústrias, mineração, ferrovias e companhias aéreas.
A base que sustenta essa operação inclui:
mais de 70 terminais de distribuição;
68 bases de abastecimento em aeroportos;
a rede de postos com bandeira Shell em todo o país.
FEMSA sai da sociedade do Grupo Nós
Em setembro de 2025, a Raízen e a FEMSA (FMXB34) encerraram a sociedade que mantinham no Grupo Nós. Com o acordo, a Raízen ficou com 1.256 lojas Shell Select e Shell Café e passou a tocar a operação com prioridade para o modelo de franquias.
A Raízen Energia, por outro lado, fica com a produção e a comercialização de açúcar, etanol e bioenergia.
Distribuição pode ganhar sócio via oferta secundária
A companhia informou que a futura administração da distribuição poderá conduzir um processo competitivo para atrair capital, inclusive por meio de uma eventual oferta pública secundária de ações. Nesse tipo de operação, o dinheiro vai para o acionista vendedor, não para o caixa da empresa, que troca parte de sua base acionária sem emitir novas ações.
A conclusão da separação, porém, depende do cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial e das exigências legais.