Raízen propõe 45% da dívida em ações e vota plano em 8 de junho
Credores de CRAs e debêntures decidem antes, em assembleias como a da Opea em 3 de junho, como votar.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Dívida total no plano: R$ 65,4 bilhões; CRAs e debêntures somam R$ 12,12 bilhões
Opção base: 45% em ações, 37,4% em dívida da Combustíveis e 17,6% em dívida da Energia
Opção C paga até R$ 9.750 ou 75% do crédito, com teto global de R$ 150 milhões
A Raízen (RAIZ4) propôs converter 45% da dívida em ações e alongar o restante em novos títulos. A companhia busca aprovação para reestruturar R$ 65,4 bilhões, sendo R$ 12,12 bilhões em CRAs e debêntures.
Para quem tem CRA ou debênture da companhia, o plano define quanto vira ação, quanto vira novo papel e em que prazo o dinheiro volta. A escolha entre as opções A, B e C só ocorre após a homologação judicial.
Assembleia geral marca a votação para 8 de junho
A reunião que ratifica o plano está marcada para 8 de junho de 2026. Antes, representantes de CRAs e debêntures fazem assembleias próprias; a assembleia da Opea em 3 de junho decide como os titulares de CRAs devem votar. Segundo o Seu Dinheiro, a deliberação vale para todos os titulares, inclusive os que não comparecerem.
Opção base converte 45% em ações a R$ 0,25
Na proposta base, o credor recebe:
45% em ações ou ADRs da Raízen S.A., com units a R$ 0,25;
37,4% em títulos da Raízen Combustíveis;
17,6% em títulos da Raízen Energia.
As ações ficam travadas por 12 meses. As novas dívidas de Combustíveis e Energia serão independentes, sem garantia cruzada.
Os papéis de combustíveis pagam CDI + 2,75% ou 8,5% ao ano em dólar. Os vencimentos ficam em 2032 e 2034.
Os da divisão de energia pagam CDI + 1,25% ou 7% ao ano. Os vencimentos ficam em 2033 e 2035.
Nos três primeiros anos, a Raízen pode optar por não pagar juros em caixa e capitalizar o valor na dívida, com acréscimo de 2 pontos na taxa.
Opção C paga até R$ 9.750 a pequenos credores
A opção C é voltada a créditos de até R$ 13 mil. Ela prevê pagamento imediato em dinheiro, limitado ao menor valor entre 75% do crédito ou R$ 9.750. A Raízen reservou teto de R$ 150 milhões para esses pagamentos.
A opção B oferece desconto de 80% e pagamento único em março de 2047. A escolha entre as opções A, B e C fica para uma nova assembleia após a homologação judicial. A ratificação do plano ocorre na assembleia geral de 8 de junho de 2026.