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R$ 16 bi em debêntures, CRIs e CRAs têm juros suspensos por 90 dias
GPA precisa de adesão de mais da metade dos credores para validar a reestruturação e, até agora, 46% já concordaram com o plano.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
- Suspensão de juros e principal por 90 dias
- R$ 16 bi em debêntures, CRIs e CRAs afetados
- Raízen: 60% a 90% dos CRAs com pessoa física
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e a Raízen (RAIZ4) pediram recuperação extrajudicial e saíram do Ibovespa e de outros índices da B3. As duas empresas têm R$ 16 bilhões em títulos de renda fixa afetados, entre debêntures, CRIs e CRAs.
Quem tem esses papéis perde o fluxo de caixa previsto: juros e principal ficam suspensos por 90 dias, prazo que as companhias têm para renegociar com os credores. O preço dos títulos tende a cair e a liquidez praticamente desaparece. A pessoa física não senta à mesa de negociação, quem a representa é o agente fiduciário.
Na Raízen, o risco é maior para o investidor individual, que detém entre 60% e 90% dos CRAs emitidos pela empresa, segundo o Times Brasil. No GPA, a maior parte da dívida é com outras companhias, e os CRIs têm imóveis como garantia. "Se a empresa não pagar, o credor pode tomar o imóvel diretamente", disse ao Times Brasil o economista Ricardo Schweitzer.