BB, Itaú, Bradesco e Santander elevam provisões a R$ 44,8 bi no 1º tri
A inadimplência rural do Banco do Brasil saltou para 6,22% e respondeu por R$ 7,4 bilhões das provisões do banco no trimestre.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Provisões dos quatro bancos somaram R$ 44,8 bi no 1º tri de 2026, alta de 33%.
BB teve custo de crédito de R$ 18,9 bi, +86%, e inadimplência rural de 6,22%.
Inadimplência total do crédito no Brasil foi a 4,3% em março, ante 3,3% um ano antes.
Quatro dos maiores bancos do país provisionaram R$ 44,8 bilhões contra calotes no primeiro trimestre, 33% mais que um ano antes. O total reúne Banco do Brasil (BBAS3), Santander (BCSA34), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) e usa o custo de crédito, que desconta valores já recuperados de créditos baixados.
Provisão é o dinheiro separado para cobrir empréstimo que pode não voltar, e sai direto do lucro. A Selic no pico de 15% eleva o endividamento de empresas e famílias, e a regra CMN 4.966 antecipa o reconhecimento de perdas esperadas. Com isso, o custo de crédito virou a linha que mais pesa no resultado dos quatro bancos.
Banco do Brasil concentra o estresse do agro
O banco público constituiu custo de crédito de R$ 18,9 bilhões entre janeiro e março, 86% acima do mesmo período de 2025. A inadimplência rural saltou para 6,22%, ante 2,76% um ano antes, e R$ 7,4 bilhões das provisões vieram da carteira agrícola.
O banco esperava recuperar até R$ 2,5 bilhões em créditos no trimestre e obteve R$ 1,2 bilhão. "A carteira do agronegócio é o maior ofensor em termos de risco de crédito", disse o CFO Geovanne Tobias.
Santander sobe 0,6 ponto e Itaú segura em 1,9%
O Santander registrou a alta mais forte entre os privados: 0,6 ponto em 12 meses, para 3,3%. No Bradesco, a inadimplência subiu 0,1 ponto e o custo de crédito chegou a 3,5%, perto dos 3,3% que os executivos projetam para o ano. O Citi aponta essa linha como a principal a monitorar no banco.
O Itaú manteve o indicador em 1,9%, e Milton Maluhy Filho projeta avanço de 0,1 a 0,2 ponto à frente.
JPMorgan vê Nubank como maior beneficiado do Desenrola
A inadimplência total do crédito no Brasil atingiu 4,3% em março, ante 3,3% um ano antes, segundo dados do Banco Central. O novo Desenrola atende trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil, com desconto de até 90%.
O JPMorgan (JPMC34) avalia que as medidas não resolvem a alavancagem de forma estrutural e aposta que o Nubank (ROXO34) será o maior beneficiado.