Bradesco lucra R$ 6,8 bi no 1T26, mas ação cai 3,89% com provisões em alta
Receitas cresceram 14% e o índice de eficiência caiu para 46,9%, o melhor nível em vários trimestres.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 3 veículos. Como fazemos
Em resumo
Lucro recorrente de R$ 6,8 bi no 1T26 e ROE de 15,8%, acima do esperado
Ação BBDC4 caía 3,48%, a R$ 18,60, entre as maiores quedas do Ibovespa
BTG e XP citam provisões acima do esperado e impacto de R$ 1,8 bi com transação tributária
O Bradesco lucrou R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16% sobre um ano antes. O resultado superou as estimativas do mercado, mas a ação preferencial (BBDC4) fechou em queda de 3,89%, a R$ 18,52.
O banco entregou o nono trimestre seguido de crescimento do lucro, feito que nenhum outro grande banco repetiu no período, segundo o BTG Pactual. A queda mostra que o investidor cobrava mais: parte das casas apontou provisões acima do esperado e dúvidas sobre a sustentação de algumas linhas de receita.
Receitas sobem 14% e eficiência melhora
As receitas totais chegaram a R$ 36,9 bilhões, 14% mais que um ano antes, e ficaram acima das do Santander Brasil (SANB11) e do Itaú Unibanco (ITUB4), conforme a InfoMoney. O ROAE ficou em 15,8%.
O índice de eficiência recuou para 46,9%, o melhor nível em vários trimestres, com despesas crescendo abaixo da inflação. A Bradesco Seguros lucrou R$ 2,8 bilhões, 13% mais.
Provisões de R$ 9,7 bi acendem alerta
As provisões de R$ 9,7 bilhões para perdas com crédito subiram 27% em um ano e vieram acima do que o BTG Pactual projetava. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, quase estável, mas o banco também registrou impacto negativo de R$ 1,8 bilhão com a adesão ao programa de transação tributária.
A carteira de crédito expandida somou R$ 1,1 trilhão, alta de 8,4% em um ano, puxada por veículos, cartões e consignado privado. A XP manteve visão neutra para o papel e citou o custo de risco em 3,5%.
BradSaúde eleva CET1 para 12,7%
A reorganização da operação de saúde na BradSaúde (SAUD3) adiciona cerca de 250 pontos-base ao capital, segundo Genial e Itaú BBA. O Índice de Basileia subiria para perto de 17,4% e o CET1 para 12,7%.
Para o Morgan Stanley, o reforço amplia a folga do banco para crescer e distribuir dividendos. Entre 10 casas que cobrem o papel, 6 recomendam compra e 4 têm visão neutra, segundo compilação da Reuters.