PF liga venda de R$ 287 mi a fraude da Americanas e ex-CEO vira alvo de prisão
Miguel Gutierrez e Anna Christina Saicali estão fora do país e tiveram seus nomes incluídos na difusão vermelha da Interpol.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Vendas de ex-executivos somaram cerca de R$ 287 milhões
Gutierrez teria vendido R$ 171,7 milhões e Saicali, R$ 59,6 milhões
Prisões preventivas foram decretadas pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio
A Polícia Federal aponta que ex-executivos da Americanas (AMER3) venderam cerca de R$ 287 milhões em ações antes da divulgação do rombo de R$ 25,3 bilhões. A Operação Disclosure investiga uso de informação privilegiada, e a Justiça decretou a prisão preventiva do ex-CEO Miguel Gutierrez e da ex-diretora Anna Christina Saicali.
O rombo veio a público em janeiro de 2023 e derrubou as ações, o que atinge quem ainda tem AMER3 na carteira. A Americanas diz que foi vítima da antiga diretoria e aguarda a responsabilização judicial dos envolvidos.
Vendas somam R$ 171,7 mi para Gutierrez
Segundo o Times Brasil, Gutierrez vendeu R$ 171,7 milhões em papéis. Anna Christina vendeu R$ 59,6 milhões. O auge das transações ocorreu entre julho e outubro de 2022, antes do fato relevante.
Outros nove ex-executivos são investigados por insider trading. As vendas atribuídas a eles vão de R$ 803 mil a R$ 20,7 milhões.
O Ministério Público Federal afirma que a fraude contábil era comandada pela alta direção. A PF sustenta que Gutierrez participava do fechamento dos resultados e tinha a palavra final sobre os números levados ao conselho e ao mercado.
Quando houve a troca de CEO, em agosto de 2022, os investigados discutiram formas de reduzir os danos da revelação. A meta seria levantar R$ 15 bilhões por meio de manobras falsas, segundo a acusação.
Interpol inclui ex-CEO em difusão vermelha
O juiz Márcio Muniz da Silva Carvalho, da 10ª Vara Federal Criminal do Rio, decretou a prisão preventiva dos dois. Gutierrez e Anna Christina estão fora do país, e a Interpol incluiu seus nomes na Difusão Vermelha.
A defesa de Gutierrez afirma que ele “jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude” e que colabora com as autoridades.
Defesa nega fraude e contesta vendas
O advogado Sérgio Pinho, que defende Carlos Eduardo Rosalba Padilha, disse que a 10ª Vara reconheceu que seu cliente e Murilo Santos Corres fizeram operações de aluguel, não vendas. Segundo ele, a CVM informou as operações erroneamente como vendas.