CVM instaura 2 apurações sobre risco sacado e conselho da Americanas
Regulador não detalhou o escopo dos inquéritos nem divulgou os nomes dos investigados; acusações contra 30 ex-executivos já estão em fase de defesa.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Dois novos inquéritos miram bancos e conselhos de administração e fiscal
Inconsistências contábeis foram divulgadas em 11 de janeiro de 2023
CVM concluiu etapa da força-tarefa e apresentou acusações
A CVM abriu nesta sexta-feira, 30, dois novos inquéritos para apurar a fraude contábil da Americanas (AMER3) e o papel de bancos e do conselho. As apurações saem de um processo que acusa o ex-presidente Miguel Gutierrez e mais 29 ex-executivos de manipulação de preços no mercado de capitais.
Para quem ainda tem AMER3 na carteira, os inquéritos ampliam a lista de punições que o regulador pode aplicar e reabrem a discussão sobre quem respondeu pelo rombo que levou a companhia à recuperação judicial em janeiro de 2023. A CVM não detalhou o escopo das duas apurações nem divulgou os nomes dos investigados.
Bancos entram no foco por risco sacado
Uma das frentes investiga a atuação de bancos e de seus administradores que mantinham relações comerciais com a Americanas e com suas antigas estruturas societárias. A apuração também alcança intermediários que participaram de emissões de valores mobiliários.
O termo de acusação reúne conversas com representantes de grandes bancos, segundo O Antagonista, e cita indícios de irregularidades nas operações de risco sacado e na transparência desses dados para as auditorias. Risco sacado é o financiamento que o fornecedor antecipa com o banco, com aval da varejista.
Conselho e comitês sob apuração
A segunda linha de investigação mira os conselhos de administração e fiscal e seus comitês. O foco é o cumprimento de deveres fiduciários e a supervisão das informações divulgadas ao mercado, conforme o Times Brasil.
Acusação contra 30 ex-executivos
A acusação formulada neste mês pela área técnica sustenta que os dirigentes fraudaram balanços para cumprir metas internas e garantir a valorização das ações que recebiam como bônus. Na avaliação da CVM, Gutierrez teve participação fundamental no esquema e dava a palavra final sobre os números apresentados.
"Mais uma vez, a CVM não traz qualquer prova da suposta fraude", afirmou a assessoria de Gutierrez, que já havia negado as acusações anteriores.
A autarquia também apura uso de informação privilegiada em negociações com ações e derivativos perto da revelação do caso, em janeiro de 2023, e mantém um procedimento sobre a atuação do auditor independente. As acusações já formuladas entraram em fase de defesas.